Ajuste até nos ares


O contingenciamento de gastos comandado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, preocupa as empresas envolvidas nos programas de desenvolvimento do jato militar brasileiro KC-390, da Embraer, e dos aviões de combate supersônicos Gripen NG, fabricados pela empresa sueca SAAB. Apesar de o governo, oficialmente, não confirmar o ajuste no setor, analistas ouvidos por AERO Magazine acreditam que pode haver cortes durante o momento turbulento da economia brasileira. Por ora, o ajuste fiscal já impactou os planos da FAB de arrendar 12 Gripen C/D, que seriam utilizados como “caças-tampão” até a chegada dos primeiros NG. “Não existe almoço grátis”, lembra Pedro Galdi, analista-chefe da Independent Research. “As empresas vão sofrer e, provavelmente, aumentar seus preços com a elevação dos seus custos”. Juntos, os dois programas representam um custo de cerca de R$ 24 bilhões de reais ao Ministério da Defesa, que foi um dos mais afetados pela nova política de gastos do governo federal. Tal medida parece ainda não ter afetado as ações em bolsa da SAAB, que se mantêm praticamente estáveis em 2015, com uma pequena valorização de 0,8%, até 25 de junho. Já a Embraer teve uma queda de 5,83%, no mesmo período.

Por André Jankavski

Publicado em 15 de Julho de 2015 às 00:00


Aeroinvest Joaquim Levy KC-390 Embraer Gripen NG

Artigo publicado nesta revista