A afiada tesoura da Air France-KLM


Depois de passar por grandes greves na França no fim do ano passado, resultado de um pesado programa de redução de gastos, e mais recentemente em julho, com a parada total dos pilotos holandeses, a Air France-KLM anunciou que irá realizar novas medidas austeras em setembro. A companhia franco-holandesa quer acelerar a economia de até 700 milhões de euros até 2018, dois anos antes do anunciado anteriormente, mas o plano sofre com a pesada concorrência vinda do Oriente Médio. A Air France-KLM perdeu espaço para as empresas de baixo custo europeias, como a Eurowings, da alemã Lufthansa, além de ter sido pressionada com o crescimento das empresas do Oriente Médio e seus hubs em Dubai, Abu Dhabi e Qatar. Por isso, mesmo com a estruturação financeira, que deve atingir principalmente a sua frota, a empresa pretende dar força ao seu braço no segmento low-cost, a marca Transavia. O anúncio, no entanto, não animou o mercado. O banco de investimento americano Jefferies & Company, por exemplo, reduziu o preço alvo das ações da companhia para 5,50 euros. Os papéis da companhia fecharam em 6,59 euros na sexta-feira 17.

Por André Jankavski

Publicado em 1 de Agosto de 2015 às 00:00


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Artigo publicado nesta revista