Mais um efeito do coronavírus

Milhares de funcionários vão deixar a Airbus até 2021

Maior fabricante do continente europeu confirma desligamento de 15.000 empregados


França deverá ser um dos países com maior número de funcionários demitidos pela Airbus

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A Airbus anunciou oficialmente os planos para demissão de aproximadamente 15.000 funcionários, como uma tentativa de reequilibrar sua força de trabalho a nova realidade imposta pela covid-19.

Conforme adiantou AERO Magazine, a redução deverá impactar principalmente as unidades da Alemanha e da França, países que concentram a maior parte das operação industrial e de desenvolvimento da Airbus.

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O consórcio europeu afirma que decisão servirá para salvaguardar o seu futuro diante da crise sem precedentes do coronavírus, que reduziu drasticamente o número de encomendas e entregas. A Airbus encerrou junho com o segundo mês consecutivo sem registrar nenhum novo pedido, impactando fortemente o planejamento para 2020.

Com a decisão, o principal fabricante do continente europeu espera reduzir quase 15.000 postos de trabalho até o ano que vem. As negociações com representantes trabalhistas estão em fase avançada, devendo concluir em breve a formalização dos termos da condução do processo.

Nos últimos meses, a atividade envolvendo aeronaves comerciais caiu cerca de 40%, com muitas empresas aéreas em todo o mundo postergando e cancelando diversas encomendas e entregas.

A Airbus também não espera que o movimento de passageiros se recupere totalmente a níveis pré-pandemia antes de 2023, com a possibilidade de total recuperação apenas em 2025. Atualmente o consórcio europeu planeja tomar medidas adicionais para refletir as perspectivas da indústria após o coronavírus.

A redução da força de trabalho deverá contemplar praticamente todas as unidades da Airbus na Euorpa, atingindo os seguintes países:

    • 5.000 postos na França

    • 5.1000 postos na Alemanha

    • 900 postos na Espanha

    • 1.700 postos no Reino Unido

    • 1.300 postos em outros países que prestam serviços para a Airbus

Os cortes afetam também afetam as subsidiárias da Airbus Stelia na França e o Premium AEROTEC na Alemanha.

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Por Gabriel Benevides

Publicado em 10 de Julho de 2020 às 17:30


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