Pan Am nos trilhos


A aviação comercial atual deve muito à Pan American World Airways (Pan Am), do Boeing 747 ao padrão de uniformes. A empresa foi um símbolo do transporte aéreo comercial global, o que sustentou por décadas o ditado segundo o qual “se é bom para a Pan Am, é bom para o mundo”. Não por acaso muitos empresários tentaram obter sucesso na aviação comprando a marca Pan Am e a recolocando no ar. Um desses casos ocorreu em 1998, quando um grupo de investidores liderados pela Guilford Transportation Industries adquiriu os direitos pela Pan Am Airways e reativou a empresa aérea. Mesmo longe da glória do passado, a empresa obteve algum sucesso em voos regionais. Porém, dificuldades diversas impediam a empresa de competir nos principais mercados dos EUA. Após encerrar as atividades da linha aérea, seus investidores, que também controlavam a Maine Central Railroad, optaram por rebatizar a ferrovia com o nome de Pan Am Railways. Assim, quem frequenta a região entre os estados de Maine e Massachusets pode ver circulando diversas vezes ao dia os trens com locomotivas azuis pintadas com o icônico logotipo da Pan Am. Ironicamente, a Pan Am renasceu no transporte ferroviário e, mesmo distante das gigantes do setor, como a BNSF Railway, a companhia vem registrando um crescimento constante nos mercados nos quais atua.

Por Edmundo Ubiratan

Publicado em 25 de Março de 2015 às 00:00


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Artigo publicado nesta revista