Adeus longo curso

Em crise Norwegian anuncia fim dos voos de longa distância

Companhia aérea de baixo custo já passava por uma crise profunda antes do início da pandemia


Boeing 787 da Norwegian Air

 Norwegian enfrentou falha nos motores Rolls-Royce do 787, problemas com o 737 MAX e pandemia

A Norwegian está abrindo mão de sua rede de longa distância e se concentrando na sua malha europeia. Segundo comunicado oficial emitido pelo seu Conselho de Administração, o principal objetivo é continuar a oferecer seus serviços em toda a Europa, atrair a atenção de potenciais clientes e tornar a empresa mais atrativa para futuros investidores.

A empresa concentrará os esforços em seu negócio principal, nos países nórdicos, além de manter uma rede europeia de curta distância. A Norwegian continuará oferecendo tarifas competitivas em sua malha de rotas domésticas na Noruega, assim como nos países vizinhos e nos principais destinos no restante da Europa.

"Nossa rede de voos de curta distância sempre foi a espinha dorsal da Norwegian e formará a base de um modelo de negócios resiliente no futuro”, disse Jacob Schram, CEO da Norwegian.

Na última década Norwegian apresentou um expressivo crescimento em sua rede de voos de longa distância, sobretudo para a América do Norte, onde voava a partir de Londres, na Inglaterra. A empresa também ensaiou seus voos na América do Sul, onde passou a oferecer um novo conceito de viagens internacionais com tarifas mais baixas e serviço mínimo.

Porém, a paralisação dos 737 MAX por vinte meses, somado aos problemas com os motores Rolls-Royce que equipam sua frota de 787 Dreamliner, ambos modelos a espinha dorsal dos planos de médio e longo prazo da Norwegian, impactaram fortemente nos resultados.

A pandemia de covid-19 ampliou as perdas, tornando insustentável a manutenção do formato atual do negócio. Após encerrar operações de subsidiárias e iniciar uma profunda reestruturação interna, a Norwegian espera recomeçar de novo.

Vale destacar que com um nome consolidado e uma rede de rotas na Europa estabelecida, um projeto de reestruturação bem conduzido, somado a retomada dos voos após a pandemia, poderá significar uma redenção para a companhia norueguesa.

Por Martin Romero

Publicado em 16 de Janeiro de 2021 às 08:30


Notícias notícias de aviação aeronave avião aviação Norwegian Boeing 787 737 MAX pandemia covid-19 Noruega Europa Rolls-Royce