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Companhia cargueira brasileira pode deixar de voar

A Levu Air Cargo pode perder seu único Airbus A321F após a decisão da SmartLynx de retirar o A321F da sua frota


Levu Air Cargo/Divulgação
Levu Air Cargo/Divulgação

A Levu Air Cargo, conhecida por operar o primeiro Airbus A321F cargueiro da América Latina, pode ficar sem sua única aeronave operacional, o PS-LVU. A informação foi divulgada pelo portal Aircargo News.

O único Airbus A321F da Levu foi arrendado por meio de um contrato com a SmartLynx Airlines, que anunciou, no início de março, a eliminação gradual de sua frota A321P2F cargueira. A decisão da SmartLynx envolve a retirada de 10 aviões A321F, visando operar exclusivamente aeronaves Airbus A320 e A321 de passageiros, o que pode impactar diretamente a Levu Air Cargo.

Vale lembrar que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) concedeu à Levu Air Cargo, em novembro de 2024, a autorização para operar serviços aéreos de carga.

Atualmente, a companhia brasileira não realiza operações há quase quatro meses. O último voo registrado do PS-LVU ocorreu em 5 de dezembro do ano passado, entre Recife (REC) e Manaus (MAO), com a aeronave permanecendo em solo desde então devido a uma pane.

Em maio de 2024, a DHL Supply Chain anunciou uma parceria com a Levu Air Cargo para o lançamento de operações de carga aérea no Brasil. Segundo a empresa, o investimento inicial foi de 90,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 530,9 milhões, em conversão direta), incluindo a aquisição de quatro aviões cargueiros.

Sediada em Campinas (SP), a Levu Air Cargo planeja expandir suas operações e aumentar a frota com mais aeronaves Airbus convertidas, mas ainda não especificou quantas unidades serão adicionadas nem o cronograma de implementação.

Além do A321F, a companhia também anunciou planos para operar um Airbus A330-300F, de matrícula PR-LVU. O uso do A330F visa expandir as operações a partir das bases em Recife, Campinas e Manaus, com rotas para Miami e Bogotá.

Sem operações ativas, ainda não se sabe se a companhia dará continuidade ao plano operacional apresentado no ano passado, o que deixa incerto seu futuro.

Por Gabriel Benevides
Publicado em 02/04/2025, às 16h04


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