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Subsidiária da Embraer define fornecedor de motor para os eVTOL

Acordo de até US$ 1 bilhão consolida avanço do programa e valida o desempenho do sistema de propulsão elétrica da BETA


eVTOL Eve
Eve seleciona BETA Technologies para motor traseiro do eVTOL - Divulgação

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, anunciou hoje (2), a escolha da BETA Technologies como fornecedora do motor elétrico de propulsão traseira que equipará os protótipos de certificação e as aeronaves de produção em série do seu eVTOL.

O acordo, resultado de um ciclo de testes e validações técnicas conduzido pela Eve, representa um potencial de até US$ 1 bilhão para a BETA ao longo da próxima década.

A seleção ocorre após um ciclo de avaliações técnicas em que a Eve adquiriu, testou e validou o desempenho dos motores desenvolvidos pela BETA em seu protótipo de engenharia. Os ensaios integram a preparação para o primeiro voo do veículo em escala real, previsto para o início de 2026.

Arquitetura elétrica

A BETA projeta e fabrica sistemas próprios de propulsão elétrica voltado para o segmento de eVTOL, usando arquitetura simplificada, com redundâncias segmentadas e menor quantidade de componentes.

Os motores fornecidos pela BETA serão responsáveis pelo sistema de propulsão traseirp (pusher), composto por dois sistemas elétricos independentes para assegurar redundância em voo de cruzeiro.

Parceiros estratégicos

A BETA passa a integrar o grupo de parceiros estratégicos da Eve, que inclui BAE Systems (baterias), Garmin (aviônicos), Honeywell Aerospace (iluminação externa), Intergalactic (sistema térmico) e Nidec Aerospace (motores de elevação vertical).

O eVTOL da Eve adota configuração lift + cruise, com oito rotores dedicados exclusivamente ao voo vertical e asas fixas utilizadas no voo horizontal. A separação entre os sistemas de elevação e cruzeiro permite otimização de cada fase do voo, menor complexidade de manutenção e redução de emissão sonora.

A Eve segue na atual fase de testes estruturais, funcionais e operacionais do protótipo em escala real. Os ensaios avaliam parâmetros de desempenho, requisitos de segurança, comportamento aerodinâmico e maturidade da arquitetura de propulsão que sustentará o processo de certificação.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 02/12/2025, às 10h03


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