Aerolíneas Argentinas investe mais de US$ 65 milhões na modernização de cabines, incorpora quatro A330neo e 14 Boeing 737 MAX

A Aerolíneas Argentinas anunciou na última semana seu primeiro plano de investimento financiado integralmente com recursos próprios. O programa prevê a incorporação de dezoito aeronaves da Airbus e da Boeing, além de um pacote complementar de melhorias internas e tecnológicas estimado em mais de US$ 65 milhões.
O objetivo é elevar a eficiência operacional, ampliar a oferta de assentos e fortalecer a competitividade nos mercados doméstico e internacional.
O principal vetor de modernização no segmento de longo alcance será a chegada de quatro Airbus A330neo. A escolha do modelo está alinhada à estratégia de padronização de frota, uma vez que compartilha sistemas, treinamento e infraestrutura logística com os A330ceo já utilizados pela companhia. A introdução desses aviões virá acompanhada da atualização completa dos interiores dos A330ceo.
Para operações domésticas e regionais, a companhia incorporará quatorze Boeing 737 MAX, sendo duas unidades do MAX 8, quatro do MAX 9 e oito do MAX 10. O novo lote amplia o número de variantes disponíveis e complementa a atual frota de quinze MAX 8, permitindo ganhos de capacidade em rotas de alta demanda e melhoria de produtividade operacional.
As aeronaves serão introduzidas por meio de contratos de leasing operacional, mecanismo que oferece flexibilidade para expansão de oferta sem comprometer a saúde financeira da empresa. A estratégia dá continuidade ao processo de modernização e acelera a disponibilidade de novos equipamentos em curto prazo.
Em uma segunda fase, a companhia instalará conectividade Wi-Fi em toda a frota. A implementação começará pelos Airbus A330 de longo alcance, com expansão posterior para os Boeing 737 e os Embraer 190. O início da oferta do serviço está previsto para 2027 e integra o pacote de melhorias no produto a bordo.
O plano de investimento coincide com o primeiro ano em que Aerolíneas Argentinas não receberá aportes do Tesouro Nacional, marco inédito desde a retomada estatal da empresa em 2008. Após acumular perdas anuais médias de US$ 400 milhões (R$ 2,13 bilhões) entre 2008 e 2023, a companhia reportou em 2024 seu primeiro resultado operacional positivo: lucro de US$ 56,6 milhões (R$ 302,2 milhões).
Para 2025, a projeção é de duplicar esse desempenho, impulsionado pela reestruturação operacional e pela renovação de frota.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 01/12/2025, às 09h41
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