Gansos realmente selvagens

Caças interceptam bando de gansos selvagens na Coréia do Sul

Militares sul-coreanos enviaram aviões para confirmar a presença de objeto estranho na zona desmilitarizada


A Coréia do Sul realizou uma inusitada interceptação após seus radares identificarem um objeto voando próximo a zona desmilitarizada, na região de fronteira entre as duas Coréias.

A mancha no radar se deslocava próximo a região, considerada extremamente sensível entre ambos os países, obrigando a Força Aérea da República Coreana (RoKAF) a enviar um de seus caças para a área, descobrindo ser apenas um bando de gansos selvagens.

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Com diversas provocações por parte da Coréia do Norte, o estado de alerta na região está entre os maiores mais elevados do mundo. Os radares da região são calibrados para a máxima sensibilidade, conseguindo captar a movimentação de pequenos objetos em baixas velocidades, como um grupo de pássaros.

Tensão na fronteira entre as duas Coréias exige permanente estado de alerta

O objeto foi identificado às 13 horas de segunda-feira (1), próximo a província de Gangwow, voando aproximadamente 4,5 quilômetros acima do solo. Com o risco de um ataque constante por parte do Norte, os militares optaram por enviar um caça para verificar a possível ameaça. Ainda assim, dentro dos protocolos de segurança firmados pelos dois países, os militares sul-coreanos notificaram Pyongyang, através de um canal de comunicação militar intra-coreano. O objetivo é evitar um incidente que possa levar a um estado de guerra real.

O incidente ocorreu após um barco norte-coreano ingressar em águas do Sul sem ser detectado pelas autoridades militares, criando um desconforto em relação a capacidade de Seul responder as constantes ameaças do vizinho.

A tensão entre as duas Coréias embora esteja em nível menor que nos últimos anos, ainda é considerado bastante alto por estrategistas militares e membros da comunidade internacional. O temor é que um movimento em falso possa incendiar a já delicada relação entre Seul e Pyongyang, podendo culminar em um conflito armado e com potencial de uso de armas nucleares.

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Por Edmundo Ubiratan | Imagens: Divulgação

Publicado em 2 de Julho de 2019 às 17:50


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