Volta do MAX

Boeing terá 160 novos pilotos para apoiar o retorno do 737 MAX

Normalização das operações deverá ocorrer ao longo do primeiro semestre de 2021


Esforço da Boeing para retomada das operações com o 737 MAX deverá envolver investimentos de US$ 1 bilhão

A Boeing deverá contratar até 160 pilotos para apoiar a retomada das entregas e operação dos 737 MAX. Os aviadores irão atuar como observadores e instrutores de cabine, ampliando a capacidade das empresas aéreas em recolocarem suas frotas em condição de voo, assim como receber os aviões já produzidos.

De acordo com a agência de notícias Reuters, os pilotos contratados pela Boeing receberão um salário anual próximo dos US $200.000 e devem prestar suporte a todos os clientes do 737 MAX.

A Boeing espera proporcionar uma ampla vigilância na operação mundial do 737 MAX 24 horas por dia, 7 dias por semana, incluindo reuniões estratégicas com pilotos e comissários de voo, com o objetivo de tranquilizar os passageiros que expressarem mal-estar e preocupação de voar no jato.

Os pilotos também terão a função de realizar atividades de consultoria e assistência no suporte ao cliente, que ocorrerá em parceria com uma equipe de 154 técnicos e engenheiros espalhados em cinco regiões globais.

O 737 MAX retornou ao serviço ativo após 20 meses da sua proibição de voar, quando dois acidentes causado por falhas operacionais resultaram na morte de 346 pessoas na Indonésia e Etiópia.

Uma cartilha com respostas simples e diretas às perguntas que os passageiros poderão fazer foi preparada pela Boeing, permitindo maior transparência na relação com os usuários do avião.

Por Gabriel Benevides

Publicado em 24 de Dezembro de 2020 às 16:00


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