Peça fundamental

Aviação brasileira gerou R$ 32,6 bilhões em impostos em 2019

Segundo dados da Abear, setor foi responsável também por R$ 103,4 bilhões de valor agregado à economia


O transporte aéreo brasileiro contribuiu com R$ 32,6 bilhões em impostos no ano passado, o equivalente a 1,3% da arrecadação do país. O setor é um dos com maior arrecadação no Brasil, sendo ainda responsável por 1,4 milhão de empregos, o equivalente a 1,6% do total, que corresponde ao pagamento de R$ 42,9 bilhões em salários (1,7% da massa salarial).

Os dados foram apontados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), através do Panorama 2019, conjunto de dados e análises do setor aéreo lançado pela entidade. Segundo o levantamento, a aviação gerou R$ 103,4 bilhões de valor agregado à economia, ou 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB). O setor de transporte aéreo continua sendo também um dos principais responsáveis pelo deslocamento de pessoas e cargas de alto valor agregado.

O Panorama ainda destaca o comprometimento das empresas aéreas brasileiras em reduzir o consumo de combustível e as consequentes emissões de CO, que ainda traz diversos refinamentos para aferir a qualidade dos serviços prestados, incluindo a pontualidade dos voos, prova dos ganhos contínuos de eficiência do setor, entre outros.

O estudo ressalta a importância e a relevância da aviação para a economia e o desenvolvimento do país. “É importante destacar que esta edição representa o último conjunto anual de dados e análises do setor elaborado pela Abear antes do severo impacto da pandemia do novo coronavírus”, destacou o presidente da Abear Eduardo Sanovicz.

A pandemia deverá impactar severamente os números do transporte aéreo, mas deve evidenciar a importância do setor no combate ao novo coronavírus, especialmente no transporte de equipamentos médicos e suplementos hospitalares.

“Isso torna o Panorama 2019 de vital importância para servir como uma base fidedigna de comparação das informações da aviação comercial, assim que esse cenário for superado e voltarmos aos patamares normais de operação e desempenho”, completa Sanovicz.

Por Edmundo Ubiratan

Publicado em 15 de Outubro de 2020 às 16:00


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