O FF72 é projetado para operar como avião anfíbio no combate a incêndios florestais
A empresa francesa de engenharia Positive Aviation está desenvolvendo uma versão anfíbia do turboélice regional ATR 72-600 para combate a incêndios florestais. O modelo, denominado FF72, terá capacidade de operar em ambientes aquáticos para o transporte e despejo de água em áreas atingidas pelo fogo.
A iniciativa conta com a parceria da Bridger Aerospace, companhia norte-americana especializada no combate a incêndios, que assinou um Memorando de Entendimento (MoU) para ser a cliente exclusiva de lançamento da aeronave na América do Norte.
A conversão do ATR 72-600 para uma configuração anfíbia busca aproveitar a confiabilidade e a eficiência do turboélice, amplamente utilizado no transporte regional. O modelo será adaptado para atuar em operações de emergência, permitindo maior flexibilidade no combate a incêndios florestais.
Segundo o acordo, a Bridger Aerospace será responsável por diversas etapas do programa, incluindo certificação, treinamento de tripulação, marketing, vendas e suporte operacional do FF72. O compromisso firmado prevê a compra inicial de dez aeronaves, com opção para aquisição de mais dez unidades. As primeiras entregas estão previstas para 2029.
O ATR 72-600 é reconhecido por sua eficiência operacional e capacidade de transportar até 78 passageiros em voos regionais. A adaptação para a versão FF72 expande o uso da aeronave para uma nova aplicação, alinhando-se à crescente demanda por soluções no combate a incêndios florestais, que também conta com o uso de consagradas aeronaves a jato.
A ATR entregou 35 aviões em 2024, o que equivale a mesma quantidade do ano anterior, número já esperado segundo previsões feitas pela empresa no início do ano em questão.
O fabricante também registrou 56 pedidos de aeronaves, um aumento de 40% em relação a 2023, com uma combinação de compromissos renovados e novos contratos de companhias aéreas e locadoras. Entre os pedidos, estão 51 ATR 72 e cinco ATR 42, elevando o backlog para mais de 150 unidades.
Por Gabriel Benevides
Publicado em 31/03/2025, às 16h36
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