Ciberataque

Ataque russo interferiu nos caças Typhoon e F-35B britânicos

Interferências nos sistemas de GPS impediu a correta navegação de aeronaves da Royal Air Force


Caça typhoon da Royal Air Force

Interferência afetou parte da frota de caças britânicos, incluindo os Typhoon e F-35B

A força aérea real britânica (RAF, na sigla em inglês) sofreu uma série de ataques contra seu sistema de comunicação e navegação via satélites.  Segundo a inteligência do país, as ofensivas foram promovidas por forças russas posicionadas na Síria.

Com a perda da confiabilidade dos sinais de GPS e falhas na comunicação, uma série de voos da RAF foram interrompidos. Os ataques afetaram as operações conduzidas na base de Akrotiri, no Chipre, distante pouco mais de 250 quilômetros da Síria.

Segundo a RAF as aeronaves afetadas pelos ataques cibernéticos incluem os caças Typhoon, F-35B e os aviões de transporte A400M e A330 MRTT.

A base de Akrotiri é o principal centro de apoio as operações britânicas na Operação Shader, contra o Estado Islâmico, com ataques regulares em regiões do Iraque e Síria. Ainda que os sérvios de inteligência não tenham apontado o local exato dos ataques, acredita-se que tenham partido das forças russas estacionadas na Síria, visto serem as únicas com capacidade para causar interferências de tal magnitude.

Ao bloquear os sinais de GPS ou causar disparidades significativas nos dados permite as forças russas neutralizarem especialmente o uso de drones pelo Reino Unido, visto que aeronaves tripuladas podem operar através de navegação inercial, por exemplo.

Não é a primeira vez que Moscou é acusado de interferir em sistemas de navegação na região do Oriente Médio. O último caso ocorreu em junho de 2019, quando foram constatadas falhas no posicionamento dos dados de aproximação e saída do aeroporto de Bem Gurion, em Tel Aviv, o principal de Israel. Na ocasião o serviço de inteligência israelense afirmou que a ação tinha partido da base aérea de Khmeimim, na Síria, onde estão estacionadas forças russas.

A Rússia tem ampliado sua capacidade de guerra cibernética, que além de não gerar danos físicos, possui baixo custo e também é difícil de ser comprovada a origem. O país ainda tem sido acusado de interferir em dados de GPS em outras regiões do mundo.

Por Edmundo Ubiratan

Publicado em 23 de Março de 2021 às 08:00


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