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Relatório anual da IATA

Taxa de acidentes aéreos no mundo cresceu em 2024

Relatório anual de segurança aérea da IATA apontou uma alta na taxa de acidentes aéreos no mundo no último ano


O ano foi também marcado pelo primeiro acidente aéreo envolvendo um voo comercial no Brasil em 17 anos - Secretaria de Estado de Segurança de São Paulo
O ano foi também marcado pelo primeiro acidente aéreo envolvendo um voo comercial no Brasil em 17 anos - Secretaria de Estado de Segurança de São Paulo

A Associação Internacional de Transportes Aéreos, a IATA, divulgou nesta quarta-feira (26), o Relatório Anual de Segurança de 2024, apresentando dados sobre acidentes aéreos e segurança operacional no setor.

O relatório aponta um desempenho sólido em relação à média dos últimos cinco anos, mas com um retrocesso em relação a 2023. A taxa total de acidentes foi de 1,3 por milhão de voos (um acidente a cada 880.000 voos), superior à média de cinco anos de 1,25, mas pior do que a taxa de 1,09 registrada em 2023.

Foram registrados sete acidentes fatais em 2024, dentro de um total de 40,6 milhões de voos, acima do único caso registrado em 2023 e da média de cinco anos, que é de cinco acidentes fatais. Já o número de fatalidades a bordo foi de 244, em comparação com as 72 em 2023 e a média de cinco anos de 144. O risco de fatalidade permaneceu em 0,06, abaixo da média de cinco anos (0,10), mas o dobro do registrado em 2023 (0,03).

"Mesmo com os recentes acidentes de grande repercussão na aviação, é importante lembrar que acidentes são extremamente raros. Em 2024, ocorreram 40,6 milhões de voos e sete acidentes fatais. Além disso, a história de longo prazo da segurança na aviação é de melhoria contínua", disse Willie Walsh, Diretor-Geral da IATA.

Segundo a entidade, a derrubada de duas aeronaves em zonas de conflito, uma no Cazaquistão e outra no Sudão, que causaram mais de quarenta mortes, reforçou a necessidade de medidas preventivas. Além disso, os incidentes mais comuns registrados em 2024 foram impactos com a cauda da aeronave (tail strikes) e saídas de pista (runway excursions), ressaltando a importância da segurança nas operações de pousos e decolagens.

Por Marcel Cardoso
Publicado em 26/02/2025, às 08h08


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