O brega e o chique


 

Quando os primeiros Boeing 737-300 chegaram ao Brasil, logo chamaram atenção de tripulantes e passageiros por apresentar maior conforto, menor nível de ruído interno, maior capacidade e melhor performance em relação ao 737-200. Esteticamente os novos aviões se destacavam também por serem mais compridos do que seu irmão mais velho, além de contarem com novos motores CFM56-3 Series, no lugar dos veteranos Pratt & Whitney JT8D. Na ocasião, a Rede Globo exibia a novela “Brega & Chique”, escrita por Cassiano Gabus Mendes e estrelada por Marília Pêra e Glória Menezes. Mantendo a tradição brasileira de brincar com todos os assuntos, sérios ou não, rapidamente pilotos e equipes de solo apelidaram os novos aviões de “Chique”, enquanto os 737-200 se tornaram “Brega”. Como apenas apelidos negativos se tornaram populares, logo o 737-300 continuou sendo o 737-300 e o Brega virou praticamente o sobrenome do 737-200. Na Transbrasil alguns funcionários adotaram o apelido norte-americano Baby Boeing para os 737, mas poucos ainda se lembram dele.

Por Edmundo Ubiratan

Publicado em 16 de Maio de 2015 às 00:00


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Artigo publicado nesta revista