Escalada de tensão e aumento do terror

Empresas cancelam voos para o Irã e Iraque após queda de avião em Teerã

Voos com destino aos dois países ou que sobrevoariam seus respectivos espaços aéreos foram suspensos ou alterados


Diversas companhias aéreas estão suspendendo ou alterando voos para o Irã e o Iraque

O grave acidente com o avião ucraniano, possivelmente abatido por um míssil por uma falha no sistema antiaéreo do Irã, levou diversas companhias aéreas a cancelarem, por tempo indeterminado, todos os voos para o Irã e ao Iraque.

Entre as principais empresas estão as europeias Lufthansa, LOT, Air France e KLM, assim como Emirates e Flydubai. O cancelamento envolve inclusive voos sobre o espaço aéreo dos dois países, agora considerados de alto grau de risco. A medida foi tomada algumas horas após ataques do Irã às bases dos Estados Unidos.

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 "Por medida de precaução e diante do anúncio de ataques aéreos em curso, a Air France decidiu suspender, até nova ordem, qualquer voo sobre os espaços iraniano e iraquiano", disse um porta-voz da empresa.

Segundo a Air France, os planos de voos foram ajustados em tempo real em função das decisões das autoridades francesas e de outros países, com o objetivo de garantir o mais alto nível de segurança dos voos.

Monitoramento do FlightRadar24 mostra que voo 600 da Lufthansa foi cancelado após já ter decolado

A alemã Lufthansa afirmou que a suspensão está válida “até nova ordem", para todos os seus voos para Irã e Iraque. O voo LH600 foi suspenso mesmo após já ter decolado de Frankfurt, na Alemanha, com destino a Teerã, capital do Irã. O voo retornou e foi oficialmente cancelado. De acordo com a empresa, contornar as zonas aérea iraniana e iraquiana fará com que os voos fiquem mais longos.

Outra companhia que optou por novas rotas, evitando o espaço aéreo dos dois países foi a polonesa LOT, que realiza voos para Índia, Singapura, Sri Lanka e Tailândia.

A as autoridades de aviação civil dos Estados Unidos (FAA), proibiu todos os aviões civis norte-americanos de sobrevoarem o Irã e a região do Golfo, alegando intensificação de atividades militares e tensões políticas crescentes, que apresentam um risco inadvertido a operações da aviação civil.

Além das empresas europeias, a expectativa é que empresas dos Emirados Árabes, Bahrein, Egito e Austrália, anunciem a suspensão de seus voos para a região e adaptem suas rotas para garantir a segurança da operação.

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Por Gabriel Benevides

Publicado em 10 de Janeiro de 2020 às 16:00


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