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Caças F-35 holandeses são proibidos de voar próximo de tempestades

Falha no sistema de proteção do tanque de combustível compromete segurança da aeronave próximo de descargas elétricas


Holanda é um dos principais operadores do F-35 na Europa

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O ministério da Defesa da Holanda confirmou que seus caças F-35 estão proibidos de voar próximos a tempestades e a frota deverá ser abrigada em locais especiais ou equipados com para-raios. O motivo foi a detecção de falhas no Sistema Embarcado de Geração de Gás Inerte (OBIGGS), utilizado nos tanques de combustível.

O OBIGGS substituiu o volume de combustível por um gás interne, evitando manter um gás altamente inflamável dentro dos tanques após o avião consumir o querosene em voo. O sistema evita riscos de explosão e é um equipamento padrão na maioria dos aviões a jatos do mundo, civis ou militares.

De acordo com o 21º relatório de progresso anual do F-35, falhas diversas foram encontradas no sistema, que podem comprometer a eficiência do OBIGGS, colocando em risco a aeronave em caso de descarga elétrica ou acumulo de energia estática na estrutura.

Quatro aviões da família F-35 tiveram problemas recente em parte do sistema, exigindo uma revisão completa das falhas em toda frota global do caça. Ainda que nenhum avião seja holandês, o ministério da Defesa do país emitiu uma norma para que os seus F-35 sejam proibidos de voar, por ora, próximo de tempestades.

A causa do problema ainda está sob investigação pela Lockheed Martin, fabricante do caça. De acordo com a empresa, a falha não compromete a Capacidade Operacional Inicial (COI), da frota holandesa planejada para ser obtida no final de 2021.

Na prática os militares poderão continuar com o cronograma de implementação do avião, com o estabelecimento do primeiro esquadrão de F-35 na Holanda, sediado na base aérea de Leeuwarden, próxima do canal Harlingen-Groningen, na região setentrional do país.

Embora o F-35 tenha acumulado diversas falhas ao longo de seu desenvolvimento, o processo atual é muito mais exigente do que no passado, tornando a atual geração de caças mais suscetíveis aos rígidos padrões da aviação do século 21.

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Por Edmundo Ubiratan

Publicado em 22 de Setembro de 2020 às 13:00


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