Provocações

Bombardeiros dos EUA de R$ 10,8 bilhões realizam manobra militar no Índico

Os B-2 Spirit são as aeronaves mais caras do arsenal norte-americano e ampliam exercícios em meios as tensões internacionais


O B-2 Spirit, o mais avançado bombardeiro dos Estados Unidos, avaliado em mais de US$ 2 bilhões (R$ 10,8 bilhões) cada, foi deslocado para a base aérea de Diego Garcia, localizada no Território Britânico do Oceano Índico.

A força aérea dos Estados Unidos (USAF) confirmou que três B-2 pousaram em Diego Gascia na última quarta-feira (12). Os aviões pertencentes a 509ª Ala de Bombardeio, decolaram da base aérea de Whiteman, Missouri, na região central dos Estados Unidos, onde realizaram uma série de missões ao longo do translado.

Os aviões demonstraram sua capacidade de os Estados Unidos entregar um amplo leque de opções de ataque letais, inclusive nuclear, a qualquer hora e em qualquer do mundo. A mensagem é um ato de demonstração de força especialmente a China e Rússia, dentro de uma escalada de tensão envolvendo os três países.

“Esta força-tarefa é nossa Estratégia de Defesa Nacional em ação. Estamos aprimorando nossa letalidade ao mesmo tempo em que fortalecemos relacionamentos com aliados, parceiros e companheiros de equipe de serviço”, disse o Christopher Conant, tenente-coronel comandante da Força-Tarefa de Bombardeiros dos Estados Unidos. “Apesar de uma pandemia global, os aviadores da base aérea de Whiteman e o Comando de Ataque Global da Força Aérea estão prontos para apoiar o Departamento de Defesa na realização dos objetivos estratégicos”.

Embora o Comando Estratégico dos EUA conduza rotineiramente operações da força de bombardeiros em todo o mundo, nos últimos meses uma série de manobras de alcance global passaram a ser desenvolvidas pelo Pentágono.

Durante a implantação dos B-2 em Diego Garcia, o trio de bombardeiros realizaram 27 surtidas por um total de 171 horas combinadas, onde foram conduzidas múltiplas missões locais e de longa duração, incluindo o treinamento de reabastecimento a quente, onde o avião recebe combustível com os motores acionados.

Além disso, os B-2 voaram ao lado dos caças F-22 Raptor, do 199º Esquadrão de Caça da Guarda Aérea Nacional do Havaí, em uma rara combinação de dois modelos de aeronaves furtivas.

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Por Edmundo Ubiratan

Publicado em 14 de Agosto de 2020 às 15:00


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