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Joint Venture

Bolsonaro afirma que Embraer é patrimônio nacional e coloca em dúvidas modelo de fusão

Presidente questiona contrato e diz que acordo poderá ser reavaliado pelo governo brasileiro

Por Edmundo Ubiratan em 4 de Janeiro de 2019 às 17:00

Após a cerimônia de troca do Comando da Aeronáutica, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Embraer é patrimônio nacional e que acordo com a Boeing deverá ser revisto.

Na avaliação do presidente, a fusão é necessária, mas avalia que os termos do acordo devem passar por mudanças antes do negócio ser concluído. A preocupação do governo é que, segundo a última versão do contrato, informações tecnológicas sensíveis podem ser repassadas da Boeing. Embora não tenha detalhado que informações e tecnologias seriam, nem quais dados seriam acessados pelos norte-americanos, Bolsonaro afirmou que existe a preocupação em proteger o patrimônio nacional.

“Como está a última proposta, daqui cinco anos tudo pode ser repassado para o outro lado”, afirmou Bolsonaro. “A preocupação nossa é essa”.

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Ainda assim, o presidente afirmou que concorda com a fusão, que é necessária pela competitividade. O acordo avaliado em US$ 5,26 bilhões ganhou força no mercado quando foi anunciado no ano passado. Todavia, os termos foram questionados pelo ex-presidente Michel Temer, levando a criação de uma joint-venture, substituindo a opção de uma fusão completa. Atualmente o acordo prevê apenas a divisão comercial da Embraer, onde a Boeing terá 80% do acordo, enquanto os brasileiros os demais 20%. A Embraer manteria a independência no segmento de aviação executiva, mas avalia um acordo similar envolvendo o KC-390. Nesse caso a Embraer terá 51% do negócio, enquanto a Boeing os 49% restantes.

Após as declarações do presidente, as ações da Embraer registraram queda de 4,34%. A cautela do mercado agora é em relação ao poder de vetor do governo, que detém ações Golden Share, que exigem a aprovação de qualquer acordo comercial por parte do Palácio do Alvorada.

O temor de diversas forças no governo e mesmo sindicato é que a fusão leve ao encerramento das operações no Brasil ou a total dependência da Embraer em relação a Boeing. O contrato prevê que o controle da divisão comercial será integralmente feito pela empresa norte-americana, que responderá diretamente ao presidente e CEO da Boeing, Dennis Muilenburg.


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