Juntos podem sair da crise

IATA faz apelo para governos da América Latina diante da crise do coronavírus

Entidade busca ação coordenada entre países para retomada do serviço regular de transporte de passageiros


IATA teme que falta de um plano conjunto coloque em risco sobrevivência das empresas aéreas da América Latina

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) reforçou o pedindo aos governos latino-americanos que seja feita uma coordenação, com o melhor alinhamento possível, durante a retomada do serviço aéreo na região.

O objetivo é alinhar os procedimentos e protocolos durante a reabertura de fronteiras, visto que um esforço descoordenado poderá dificultar ainda as companhias aéreas. A expectativa de diversos órgãos de aviação é que o processo de normalização do transporte aéreo poderá consumir mais de seis meses.

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Responsável por representar 290 companhias em todo o mundo, a IATA afirma ter alcançado governos de todos os continentes para pedir apoio as medidas sincronizadas, permitindo que o setor aéreo retorne de maneira ordenada quando houve a volta da demanda por viagens aéreas.

“Estamos trabalhando com os governos para garantir que a reinicialização seja bem coordenadas, alinhadas e que as suas comunicações sejam claras. É um passo fundamental se quisermos incentivar os consumidores a voarem, tornando um grande desafio no começo”, disse Peter Cerda, vice-presidente regional da IATA para as Américas.

Segundo a associação, cerca de 80% do tráfego aéreo se encontra parado em algumas regiões onde a indústria da aviação é vital para conectar grandes centros populacionais, o que acabou afetando diretamente parte da vida cotidiana e bem-estar econômico de alguns países. Dados da agencia de auditoria Cirium mostra que 64% da frota global de aviões comerciais esteve no chão durante a segunda semana de abril.

Governos da Argentina, Peru, Panamá e México ainda não elaboraram um plano emergêncial para retorno da aviação regular

“O setor tem um enorme impacto direto e indireto em muitas esferas da vida. Não se trata do resgate financeiro de companhias aéreas, mas de ajudar o setor (companhias aéreas, aeroportos, agentes, qualquer pessoa da cadeia do setor), causando grandes implicações na América Latina e Caribe”, disse Cerda.

A IATA afirma que o setor de aviação é responsável por empregar cerca de 7,2 milhões de pessoas apenas nos países latinos-americanos, injetando anualmente cerca de US$ 167 bilhões ao produto interno bruto na região.

A entidade aponta que países como a Argentina, Peru, Panamá e México ainda não elaboraram informações sobre como irão reiniciar as operações aéreas, mesmo sendo considerados mercados de extrema importância para a América Latina. Dados da associação estimam que o impacto financeiro negativo do coronavírus sobre as companhias aéreas da região ultrapassará os US$ 18 bilhões, representando um declínio de 49% em relação a 2019.

Por Gabriel Benevides

Publicado em 18 de Abril de 2020 às 16:30


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