Luta pela sobrevivência

Setor de ground handling busca acordo durante a pandemia de coronavírus

Negociação com sindicatos prevê redução na jornada e nos salários durante crise do setor aéreo


As empresas de ground handling realizam um acordo para evitar demissões durante a pandemia de COVID-19. As medidas adotadas incluem auxílio alimentação para os funcionários afastados das atividades após a redução drástica do número de voos, assim como a possibilidade de férias coletivas. Outra medida negociada é a redução de jornadas e salários em até 25%.

O setor emprega 40 mil pessoas em todo país e está entre os mais afetados pela quase paralisação da aviação regular. O Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (Sineata), entidade patronal que representa as empresas de ground handling, firmou um acordo com os sindicatos dos trabalhadores da categoria com medidas emergenciais para mitigar os danos sofridos no setor aéreo.

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“Para o SINEATA as medidas emergenciais ajustadas, através do amplo diálogo com os representantes dos trabalhadores, foi o melhor caminho, o mais democrático e o mais humanizado, pois trouxe medidas de redução de impacto para o setor, visando igualmente a manutenção dos empregos”, disse Maria Clara Carneiro, diretora do Sineata.

Segundo a entidade o objetivo principal é manter os empregos dos trabalhadores que prestam serviços em solo nos aeroportos do país e atenuar os efeitos da crise. As empresas do setor são remuneradas pelas companhias aéreas por produção, para cada atendimento em solo.

Atualmente as chamadas ESATAS são responsáveis por serviços aeroportuários como embarque de passageiros, raio X, segurança e varredura contra o terrorismo, manuseio de bagagem e carga aérea, check in, limpeza de aeronaves e outras modalidades de serviços auxiliares.

Por Edmundo Ubiratan

Publicado em 30 de Março de 2020 às 18:11


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