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Rússia confirma que planeja exportar o Sukhoi Su-57

Governo russo espera elevada demanda global pelo caça, o único de quinta geração com poucas barreiras para vendas no exterior


Atualmente a força aérea russa tem um pedido firme para apenas 76 caças Su-57

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O governo da Rússia formalizou a autorização de exportação para o Sukhoi Su-57. A expectativa é que a demanda internacional possa ajudar a viabilizar o programa, que teve uma considerável redução no número de pedidos por parte da força aérea russa.

De acordo com a agência de comunicação estatal TASS, a demanda deve disparar depois que o pedido russo for atendido. A Turquia poderá ser o primeiro cliente internacional do modelo, após ser banida do programa norte-americano F-35, ao adquirir o sistema de defesa antiaéreo S-400.

“É improvável que haja uma demanda significativa até que despachemos máquinas suficientes em nossa própria força aérea”, disse Anatoly Serdyukov, diretor industrial do complexo de aviação Rostec, estatal que engloba praticamente toda indústria de defesa da Rússia, em entrevista à agência TASS. “Nosso objetivo número um é enviar o avião para as forças armadas russas”.

Em maio de 2019, o presidente russo Vladimir Putin formalizou a compra de 76 caças Su-57, que devem ser entregues até 2028. A expectativa era que o total de aviões encomendados seria de algumas centenas, mas por ora, o Su-57 é o avião de quinta geração com o menor número de pedidos firmes.

Desde o início do desenvolvimento do Su-57 a Rússia busca parceiros internacionais para o programa. A Índia chegou a participar do projeto, ainda sob a designação PAK-FA, mas desistiu de seguir em parceria com os russos.

Historicamente a Rússia possuí poucas restrições para exportação de equipamento militar, podendo atender nações com embargos para compra de armamentos ou pouco baixo crédito internacional. A expotação do Su-57 deverá atrair atenção especialmente de países como a Síria, Eritreia, Coreia do Norte, entre outros.

O foco poderá ser justamente países com problemas políticos e territoriais com vizinhos, mas que não contam com o apoio dos Estados Unidos ou China. Caso a Turquia opte pelo Su-57 é provável que o país abandone a Otan, se afastando ainda mais da Europa e se aproximando do eixo de influência de Moscou.

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Da redação

Publicado em 4 de Setembro de 2020 às 10:00


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