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EUA enviam quatro bombardeiros para o Pacífico

Manobra de dissuasão estratégica é recado as ambições da China


Tensões com a China tornaram mais frequentes deslocamentos dos B-52H para a região do Indo-Pacífico

Os Estados Unidos enviaram quatro bombardeiros B-52H para a base aérea de Andersen, em Guam, no Pacífico Sul, para reforçar sua dissuasão estratégica na região.

A força tarefa de bombardeiros vai apoiar os esforços de treinamento com forças aéreas de países aliados no Pacífico, realizado exercícios combinados na região do Indo-Pacífico. Com a crescente presença militar chinesa, aliado aos temores de uma escalada nas tensões com a Coreia do Norte, os Estados Unidos voltaram a ampliar o número de manobras militares com países aliados, especialmente a Coreia do Sul e o Japão.

“O desdobramento como uma Força-Tarefa de Bombardeiros exerce nossa capacidade de produzir força de combate ágil em qualquer local de que formos necessários”, disse o tenente-coronel Christopher Duff, comandante do 96º Esquadrão de Bombardeiros.

O 96º Esquadrão de Bombardeiros fica estacionado na base aérea de Barksdale, no estado da Louisiana e voou para o Pacífico em conjunto com a força de reabastecedores da força aérea norte-americana.

“As missões de bombardeiros estratégicos demonstram nossa capacidade de ataque global sempre pronta. Continuamos de prontidão para implantar e chegar a qualquer lugar do mundo a qualquer momento”, destacou Duff.

Deslocamentos de bombardeiros se tornaram mais frequentes nos últimos meses, especialmente na região do Pacífico. Os Estados Unidos além de utilizar a capacidade de dissuasão de sua frota, aproveita tais manobras para validar e comprovar as doutrinas operacionais em uso.

“Os desdobramentos da Força-Tarefa também fornecem aos nossos aviadores oportunidades de treinar e trabalhar com nossos aliados e parceiros em operações e exercícios realistas de coalizão conjunta”, explicou Duff.

A última vez que os bombardeiros B-52H da base aérea de Barksdale se deslocaram para Guam foi em dezembro de 2018.

Por Edmundo Ubiratan

Publicado em 2 de Fevereiro de 2021 às 16:30


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