Voto de confiança

Pesquisa mostra que passageiros aumentaram a confiança em viagens

Estudo ressalta a necessidade de um planejamento e coordenação global para criar protocolos padronizados


Incertezas em relações as regras vigentes de viagens ainda são um complicador para quem planeja sair do país

Enquanto o Brasil atravessa mais um período de incerteza em relação a pandemia, globalmente a confiança dos passageiros para viagens aéreas no curto prazo melhora. No comparativo com setembro do ano passado houve um expressivo aumento na expectativa de uma normalização já nos próximos meses.

Segundo pesquisa da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) os resultados mostram que 88% dos passageiros acreditam que, com a reabertura das fronteiras, será possível encontrar um equilíbrio adequado entre o gerenciamento dos riscos da covid-19 e o retorno da economia.

O estudo foi realizado com 4.700 passageiros em mais de dez países e apontou ainda a frustração com as atuais restrições de viagens e maior aceitação de um aplicativo para gerenciar credenciais de saúde para viajar.

Aproximadamente 85% dos entrevistados acreditam que os governos devem definir metas relacionadas à covid-19, incluindo capacidade de teste ou distribuição de vacinas, para reabertura de fronteiras.

Uma das maiores preocupações é quanto a duração dos casos, com 84% acreditando que a covid-19 não vai desaparecer, obrigando assim um gerenciamento dos riscos no cotidiano e viagens.

A pesquisa ainda apontou que 49% dos passageiros acreditam que as restrições de viagens aéreas foram longe demais. Embora exista apoio público para as restrições de viagens, as pessoas se sentem mais confortáveis em gerenciar elas próprias os riscos que podem ou não assumir.

O que explica a maior frustração da perda de liberdade de viajar, com 68% dos passageiros indicando que sua qualidade de vida foi prejudicada como resultado. As restrições de viagens trazem consequências sociais, econômicas e para a saúde. Quase 40% dos entrevistados relataram estresse mental e afirmaram ter perdido um momento importante devido às restrições atuais de deslocamento, especialmente para o exterior. Além disso, mais de um apontou dificuldades em fechar negócios. Atualmente 62% dos que responderam à pesquisa afirmaram que provavelmente viajarão menos a negócios, mesmo depois que o vírus estiver sob controle.

Tendências para o futuro das viagens:

  • 57% esperam viajar nos dois meses após a contenção da pandemia (melhora em relação à taxa de 49% registrada em setembro de 2020).
  • 72% querem viajar para ver familiares e amigos o mais rápido possível (melhora em relação à taxa de 63% de setembro de 2020).
  • 81% acreditam que a probabilidade de viajar será maior assim que forem vacinados.
  • 84% disseram que não viajarão se houver possibilidade de quarentena no destino (praticamente sem mudança em relação à taxa de 83% de setembro de 2020).
  • 56% acreditam que irão adiar as viagens até que a economia se estabilize (melhora em relação à taxa de 65% de setembro de 2020).

Por fim, enquanto não existe uma confirmação de plena efetividade da vacinação, os governos continuam impondo quarentena em diversos destinos do mundo. Para a maioria dos entrevistados a medida é um impedimento para planejar uma viagem, já que exige maior tempo em hotéis e maiores custos finais.

Por Marcel Cardoso

Publicado em 14 de Março de 2021 às 18:00


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