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Presidente da Gol descarta fusão ou novo acordo de codeshare

Estratégia da empresa é manter sua posição diante da crise gerada pela pandemia


Gol está negociando pagamento de dívida de US$ 300 milhões que deverá vencer em agosto de 2020

A Gol capitalizou recursos suficientes para poder enfrentar a crise gerada pela pandemia, permitindo a empresa seguir sozinha, sem a necessidade de uma fusão. O anúncio foi feito pelo presidente da Gol, Paulo Kakinoff, durante a conferência online acerca do setor aéreo realizado pela Airport Infra Expo na última quarta-feira (24).

O executivo afirmou que a Gol está negociando alternativas para o pagamento de uma dívida de US$ 300 milhões, que vencerá no próximo mês de agosto, para proteger o caixa durante a pandemia.

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“Temos este vencimento no mês de agosto, cujo temos caixa suficiente para lidar com esta dívida”, afirmou Kakinoff. “Temos o objetivo de preservar o máximo possível do caixa e estamos trabalhando em alternativas para que estes compromissos possam ser atenuados”.

O executivo também comentou sobre o compartilhamento de voos (codeshare) entre a Latam Brasil e Azul, afirmando a medida é natural no setor e utilizado como modo de minimizar o desequilíbrio entre a oferta e demanda. Todavia, ressaltou que a Gol mantém o plano de seguir sozinha durante o atual momento, considerado o mais turbulento da história da aviação. “Empresas do mundo todo estão sofrendo ajustes e algumas delas se inviabilizando. Haverá uma quantidade significativa de fusões, não aquisições, porque as empresas estão passando por um momento de liquidez baixa. No nosso caso, não faz sentido seguir nesse segmento”, disse Kakinoff.

Desde março, as principais empresas aéreas do país estão buscando junto ao BNDES e bancos privados uma linha bilionária de socorro, que ainda depende do longo processo político brasileiro, com alguns detalhes ainda em negociação.

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Por Gabriel Benevides

Publicado em 25 de Junho de 2020 às 15:40


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