AERO Magazine

Todos devem ficar no chão

Pilotos dos Estados Unidos relataram comportamento anormal do 737 MAX em diversas situações

Documentos entregues ao FAA mostram série de anomalias no comportamento do avião

Por: Edmundo Ubiratan | Imagem: Divulgação em 13 de Março de 2019 às 17:00

Os pilotos norte-americanos que pilotam o Boeing 737 MAX registraram formalmente anomalias no comportamento do avião durante o voo em uma série de situações. Nenhum dos comportamentos relatados era esperado pelos manuais do avião.

Em um dos reportes um piloto afirma que durante o houve uma anomalia no piloto automático que levou a uma breve situação de nariz para baixo. Outro caso, mais surpreendente, mostra que o avião baixou o nariz após o piloto automático ter sido ligado durante o procedimento de subida após a decolagem. Ao notar a tendência o piloto automático foi desacoplado e o voo seguiu até o destino.

Embora até ontem o FAA, agência responsável pela regulação da aviação civil nos Estados Unidos, tenha afirmado que não haviam novas evidencias para suspender os voos, hoje o órgão voltou atrás e afirmou que as autorizações de voo estavam suspensas para o 737 MAX 8 e 737 MAX 9.

O FAA publicou no Twitter que “novas evidências coletadas no local [do acidente da Ethiopian] e analisadas hoje impactaram a decisão” da agência suspender temporariamente a autorização de voo de todos os 737 MAX operados nos Estados Unidos ou que sobrevoem o espaço aéreo do país.

POSSÍVEIS SEMELHANÇAS

Ainda que as investigações do acidente com o avião da Lion Air, em outubro de 2018 e o da Ethiopian Airlines, no último domingo, não tenham sido concluídas, alguns dados mostram certa semelhança no comportamento do avião momentos antes da queda.

Dados do voo registrados pelo site Flight Radar 24 mostram variação nos parâmetros de altitude (azul) e velocidade (amerelo) em ambos os acidentes. Ocorrencias posteriores mostraram que em dadas situações o sistema de compensação automática do avião apresentou anomalias com o piloto automático acionado. Outro caso é a falha na exibição dos dados de velocidade, que caso haja uma incorreta ação por parte dos pilotos, poderá levar a uma situação anormal de voo.

As autoridades aeronáuticas de diversos países, incluído todos os membros da União Europeia, Estados Unidos, Austrália, Indonésia, entre outros proibiram os voos com o Boeing 737 MAX. O total de países, incluindo do bloco europeu, onde o avião teve a autorização suspensa, passa de 40. No Brasil a Gol, que possui apenas sete aeronaves do modelo na frota, optou por retirar os aviões de serviço, mantendo a operação com modelos 737 NG, que não possuem qualquer relação com os acidentes.

A decisão do FAA tem efeito global e acata parcialmente um pedido da própria Boeing feito pouco antes. A fabricante recomendou as agências de todo o mundo a interrupção dos voos com o 737 MAX. O fabricante escreveu que os modelos não devem voar enquanto durarem as investigações, afirmando "zelo em excesso para assegurar a segurança da aeronave e ao público".


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