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Japão prepara operação com aeronaves invisíveis em meio à crise com a Coreia do Norte

Primeiro esquadrão com o F-35J deve ser declarado operacional até março. Decisão levanta polêmica

Por Edmundo Ubiratan em 23 de Janeiro de 2018 às 20:00

O Japão se prepara para receber seus primeiros aviões invisíveis a radares no momento em que crescem as tensões com a vizinha Coreia do Norte. O primeiro esquadrão com os novos F-35J Lightning II será totalmente implantado pela Japan Air Self-Defense Force (JASD) até o final de março. Os caças ficarão estacionados na base aérea de Misawa, no nordeste do Japão.

Os quatro primeiros aviões do novo esquadrão foram produzidos pela Lockheed Martin, na unidade de Fort Worth, enquanto outros nove F-35J (versão japonesa derivada do F-35A) foram montados pela Mitsubishi Heavy Industries, em Toyoyama. Os próximos aviões serão todos produzidos no Japão, de acordo com as autoridades japoneses. 

Primeiros F-35J japoneses (acima). Classe Izumo pode receber até 14 helicópteros, o que permite a operação do F-35B embarcado.

A JASD anunciou que seus caças serão equipados com os mísseis de cruzeiro produzidos pela norueguesa Kongsberg Defence & Aerospace com alcance de 500 km, que têm causado polêmica entre críticos no próprio Japão. Eles afirmam que o uso de tais armas permite ao país atacar alvos fora dos limites territoriais do arquipélago, o que é contra a Constituição. Desde o final da Segunda Guerra, o Japão restringiu a suas forças armadas a missão constitucional de autodefesa, o que impede um ataque fora das próprias fronteiras.

Defensores apontam que os novos aviões permitem ao Japão se defender preventivamente de ataques externos, se mantendo o emprego das novas armas dentro das leis do país.

O Ministério da Defesa japonês ainda negocia a compra de um lote do F-35B, que devem ser operados pela Japanese Maritime Self-Defense Force (JMSDF). O modelo é dedicado a operações embarcadas e com capacidade STOVL (short takeoff/vertical landing). O projeto prevê empregar os aviões nos navios porta-helicópteros da classe Izumo, que possuem capacidade para até 14 helicópteros de grande porte.

O objetivo é ampliar a capacidade de defesa marítima, mas mantendo as premissas de autodefesa das forças armadas japonesas. O acordo poderá envolver um lote de 42 aviões, que seriam somados ao lote inicial do F-35J, também de 42 unidades.


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