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Família MAX

O que mudou no novo Boeing da Gol que vai voar para os EUA

Das pontas das asas em V a motores maiores, veja as melhorias do 737 MAX 8 que sai de fábrica com internet a bordo

Por Edmundo Ubiratan em 28 de Agosto de 2018 às 14:30

Fotos: Gol Linhas Aéreas/Ponte Aérea

O Brasil continua sendo um dos principais mercados globais para a Boeing, mesmo que apenas uma empresa aérea do país opere seu principal produto, a família 737. A mais nova versão o 737 MAX começa a operar na Gol Linhas Aéreas e apresenta uma série de melhorias em relação à geração anterior, conhecida como NG ou Next-Generation.

O primeiro modelo a voar na Gol é o 737 MAX 8, que substituirá gradativamente os 737-800. O novo avião conta com uma série de melhorias como novos motores, alguns sistemas de controle eletrônicos (conhecidos no meio como fly-by-wire), cone de cauda reprojetado, novas pontas de asas e interior redesenhado.

Visualmente o item que mais chama atenção para passageiros são os novos winglets, os dispositivos de ponta de asas que agora apresentam um formato em “V”. O conceito chamado de Advanced Technology combina dois perfis na ponta das asas, que na prática são uma evolução de um conceito que existiu no passado com MD-11. Embora com tecnologia completamente nova, o desenho atual permite um melhor ganho de eficiência das asas, ao reduzir o arrasto e aumentar a sustentação, o novos winglet permite uma redução de 1,5% no consumo de combustível. Outra mudança foi no cone de cauda, que ficou 109 cm mais longo, o que combinado a melhorias em alguns sistemas, gerou uma redução de consumo de outros 1%.

Winglet Advanced Technology foi instalado em todas as versões do 737 MAX

Visualmente chama atenção também os novos motores CFM LEAP-1B, que são ligeiramente maiores do que os propulsores anteriores. A maior novidade, ao menos visual, são as 18 pás do fan produzidas em fibra de carbono, que contam com desenho altamente eficiente. Além disso, o motor recebeu melhorias nos sistemas de queima de combustível e turbina, o que permitiu ser 15% mais eficiente na queima de combustível, além de contar com maior potência.

A cabine de pilotagem ganhou novas telas, de 15,1 polegadas cada, que permitem melhor leitura dos dados de voo. A Boeing melhorou o software e computadores do avião, sem, no entanto, realizar grandes mudanças. O objetivo era reduzir ao máximo as exigências para um piloto do 737 NG mudar para o 737 MAX. Após a revisão de alguns sistemas, o fabricante norte-americano conseguiu que os pilotos sejam obrigados a realizar apenas um curso de um dia para fazer a transição entre ambos aviões.

 

Cabine de passageiros

Para os passageiros, o avião recebeu algumas melhorias, como refinamento no layout interno da cabine. Embora visualmente pouco perceptível, o avião promete ser mais confortável mesmo em versões de alta densidade, já que poderá levar mais passageiros do que o 737-800, mesmo com uma fuselagem basicamente do mesmo tamanho.

Uma curiosidade é que, para acomodar os novos motores, os engenheiros tiveram de redesenhar o trem de pouso, que ficou maior e mais pesado, assim como os motores e seus suportes. O 737 MAX 8 é aproximadamente 3.0000 kg mais pesado do que seu irmão maior, mas é quase 20% mais econômico e pode ainda levar 3.175 kg extras de peso na decolagem.

Os pequenos ganhos em eficiência permitiram aos operadores do 737 MAX obter benefícios consideravelmente importantes, especialmente no Brasil, onde a escalada do preço do querosene, que atinge seu maior preço, aliado ao dólar acima dos R$ 4. Com redução no consumo de quase 1/5, é possível para as empresas aéreas praticarem tarifas mais competitivas mesmo em cenários adversos.

O objetivo da Boeing foi tornar o avião mais eficiente, em vez de investir em um novo projeto. Assim foi possível oferecer um projeto atualizado, mas com preço final que o torna atraente para os atuais operadores do 737 NG e para empresas que utilizam modelos menores ou aviões de outros fabricantes.

A Gol configurou seus aviões com 186 assentos e vai estrear o novo 737 MAX 8 nos voos para os Estados Unidos. Um dos diferenciais do modelo que vai operar no Brasil é vir de fábrica com sistema de internet, permitindo aos passageiros utilizaram seus computadores e smartphone para acessar midias sociais, e-mails e mesmo serviços on demand, como o Netflix, a bordo.


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