Meio ambiente

Gol quer atingir emissões zero de carbono até 2050

Melhoria em processos e uso de aeronaves mais eficientes devem acelerar processo de neutralidade ambiental


Boeing 737-800 da Gol em voo

Modernização da frota da Gol permitirá reduzir até 15% as emissões de poluentes

A Gol anunciou, nesta quinta-feira (22), que pretende atingir emissões zero de carbono até 2050, sendo a primeira da América Latina a assumir este compromisso.

A busca por redução das emissões de poluentes se tornou o objetivo de diversas companhias aéreas, especialmente na Europa. Com a abertura Cúpula de Líderes sobre o Clima o tema ganha ainda mais força e relevância ao redor do mundo.

O objetivo da Gol é mitigar plenamente seu impacto operacional no meio ambiente e zerar os efeitos climáticos globais. Segundo a empresa, para que esta meta pudesse ser estabelecida, houve um trabalho de mais de uma década em atividades em prol da sustentabilidade.

Para a aviação civil como um todo, o foco é atender a meta da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao, na sigla em inglês) de obter metade da emissão de carbono em 2050, quando comparado com os níveis de 2005.

Vale destacar que a previsão é que a aviação comercial seja até dez vezes maior até 2050, quando comprado ao início dos anos 2000, mas podendo poluir metade do que o registrado em 2005.

Uma das primeiras metas atingidas foi o ganho médio de eficiência de 2% nos combustíveis de aviação entre 2010 e 2020, além do crescimento neutro das emissões do setor a partir do ano passado.

Segundo a Gol, quatro pilares devem ser desenvolvidos para atingir as metas da Icao, como o desenvolvimento de novas tecnologias para aeronaves e seus motores (incluindo a produção de combustíveis sustentáveis e bioquerosene); melhorias operacionais contínuas; melhor uso da infraestrutura e da logística; e medidas baseadas no mercado.

No caso da empresa, o aumento da frota de 737 MAX pode ajudar a contribuir com a redução de poluentes, já que a eficiência de combustível por assento, é aproximadamente 15% menor do que o apresentado pelos 737 Next Generation.

Por Marcel Cardoso

Publicado em 22 de Abril de 2021 às 15:00


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