AERO Magazine

Sentindo na pele emergências de voo

Emergência em voo é simulada por controladores de tráfego aéreo

Em câmara hipobárica alunos passam por descompressão de cabine, hipóxia e desorientação espacial

Por Edmundo Ubiratan | Fotos: Divulgação em 29 de Abril de 2019 às 15:00

A Força Aérea Brasileira submeteu seus futuros controladores de tráfego aéreo a uma série de simulações encontradas em emergências em voo. O objetivo é apresentar diversas condições encontradas nas aeronaves, de forma a preparar os controladores para entender as possíveis adversidades, como a despressurização de cabine, a necessidade de ejeção, a desorientação espacial.

A simulação foi ministrada pelo Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE), para 15 militares de unidades subordinadas ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). De acordo com a FAB, em diversos casos os controladores puderam prestar um auxilio melhor por terem maior conhecimento das situações de emergência a bordo. O estabelecimento de um perfil direcionado para os controladores nasce do entendimento de que eles são elementos essenciais na prevenção de acidentes aeronáuticos, assim como as próprias tripulações.

“O objetivo é aumentar o alerta situacional quanto a possíveis alterações fisiológicas da altitude passíveis de serem identificadas por meio das comunicações. Isso possibilita que os controladores transmitam orientações quanto aos procedimentos de emergência a serem realizados pelos tripulantes, para minimizar os efeitos sobre o organismo, evitando, assim, a ocorrência de mais acidentes”, explica o tenente médico Gustavo Messias Costa, Chefe da Subdivisão Aeromédica do IMAE.

Não foram poucos os casos registrados em que a percepção de situações de emergência a bordo por parte dos controladores, seguidas de orientações aos pilotos, constituíram-se em importante fator para evitar tragédias.

“Aprendemos a identificar os sintomas da hipóxia [ausência de oxigênio suficiente para manter as funções corporais], o que na prática nos torna mais capazes de perceber, pela comunicação com os pilotos, se eles estão apresentando alguns dos sintomas e, com isso, tentar auxiliá-los de forma rápida e eficaz”, comentou o tenente Allan Cristiano Rodrigues da Silva, especialista em Controle de Tráfego Aéreo do CINDACTA IV.

O estágio ofereceu aulas que abordam a fisiologia do corpo humano, com ênfase nos sistemas mais afetados durante o voo em elevadas altitudes, bem como seus possíveis efeitos colaterais no corpo humano. Na fase prática os militares experimentam os efeitos decorrentes de situações de emergência, por meio de situações simuladas em câmara hipobárica, que pode criar os efeitos da hipóxia, baixa pressão induzida pela altitude e descompressão rápida de cabine, fornecendo ainda o estímulo à desorientação espacial e a adaptação à visão noturna.

Esse tipo de treinamento é realizado no Brasil desde 1951, quando foi instalada a primeira câmara hipobárica do país e vem sendo aperfeiçoado com o decorrer dos anos, com cursos direcionados para o tipo de missão executada por seu público-alvo, como caça, transporte, helicóptero, paraquedista e, agora, controlador de tráfego aéreo.


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