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Cenário desafiador

CEO da principal fornecedora da Boeing renunciou

Ex-funcionário da Boeing e secretário de defesa do governo dos EUA assumirá de forma interina posto de CEO da Spirit AeroSystems


Fuselagem do 737 MAX é produzida pela Spirit AeroSystems - Divulgação
Fuselagem do 737 MAX é produzida pela Spirit AeroSystems - Divulgação

A Spirit AeroSystems anunciou hoje (2), que Patrick M. Shanahan, membro do conselho da fornecedora aeroespacial assume de forma próvisória o posto deixado por Thomas Gentile, que renunciou ao cargo, em meio as dificuldades de produção enfretadas nos últimos meses.

Shanahan assumirá o posto de forma imediata, enquanto o conselho da Spirit AeroSystems nomeará um novo diretor-presidente nos próximos meses. A empresa é a principal fornecedora da Boeing, e produz grande parte da estrutura do 737 MAX.

O ex-CEO, Thomas Gentile, assumiu o posto executivo em 2016, e comandou a empresa durante a crise que do MAX que envolveu a queda de dois aviões, e durante a crise sanitária buscou alternativas para aumentar a geração de receitas atuando no segmento de defesa e no pós-venda.

Em comunicado a Spirit diz que "desempenha um papel vital na indústria aeroespacial e está bem posicionada para atender à crescente demanda neste importante mercado."

Funcionário da Boeing por três décadas comandando programas comerciais e militares, e atuando como 33º secretário no Departameto de Defesa do governo dos Estados Unidos, Patrick Shanahan assume a posição de chefia da Spirit AeroSystem em um cenário desafiador.

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Patrick Shanahan assume interinamante - divulgação

Atrasos na produção em meio a escassez da cadeia de suprimentos e um novo contrato com os trabalhadores pressionaram o ritmo de produção da empresa responsável pela produção da fuselagem do 737 MAX, além de peças e componentes para aeronaves da Airbus, como o A220.

Falhas de qualidade na produção da fuselagem do MAX foram identificadas pela Boeing nos últimos meses, impactando diretamente no número de entregas e consequentemente na geração e fluxo de caixa da segunda mair fabricante de aviões comerciais do mundo. 

A ocorrência mais recente envolve furos de fixação fora das conformidades e especificações na antepara de pressão traseira de alguns 737 MAX.

Embora afirme que o defeito não afetará as metas de entregas para este ano, a Boeing diz que o processo de reparo demandará mais tempo, e afetará os resultados financeiros do terceiro trimestre.

Os atrasos devem gerar margens negativas semelhantes às do primeiro trimestre deste ano, quando a margem operacional foi negativa em 9,2%. A meta estabelecida pela Boeing para este ano prevê a entrega de 400 a 450 aviões da família MAX.

Por Wesley Lichmann
Publicado em 02/10/2023, às 17h15


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