AERO Magazine

De olho nos executivos

Bombardier vende divisão de aviões regionais turbo-hélice

Investimentos aeronáuticos ficarão restritos na lucrativa aviação de negócios

Por Edmundo Ubiratan em 8 de Novembro de 2018 às 19:00

A canadense Bombardier iniciou uma nova fase de readequação de seus ativos, incluindo tanto à divisão de aviação, quanto de trens. Um dos destaques do anuncio foi a venda do programa Q Series, a série de aeronaves regionais turbo-hélices Dash 8.

O acordo de US$ 300 milhões envolverá a venda de todo o programa, incluindo unidades de produção, maquinário, certificados, entre outros, para uma subsidiária da Longview Aviation Capital (LAC), empresa que realiza investimentos na indústria aeroespacial canadense, por US$ 300 milhões. A produção, venda e suporte dos Q Series agora serão de responsabilidade da Viking, empresa da LAC, que produz atualmente os turbo-hélices Twin Otter e os aviões bombeiro Canadair 215 e CL-415.

Também foi definida a venda da divisão de instrução de voo e de treinamento de manutenção de aeronaves executivas para a também canadense CAE, especializada em simuladores de voo profissionais, em um acordo avaliado em US$ 800 milhões.

Família Global é considera uma das referências entre aeronaves executivas de cabine larga

A Bombardier venderá todos os ativos considerados não essenciais e realizará um processo de reestruturação corporativa, que poderá resultar na demissão de até 5.000 funcionários nos próximos 18 meses. O objetivo é reduzir sua participação no setor aeronáutico, que já foi a principal vitrine da companhia, mas que enfrentou uma série de problemas nos últimos anos. Por ora, a Bombardier ficará focada na produção de aviões de negócios, com destaque para as famílias Challenger e Global, consideradas referencias em venda nos segmentos que atuam. Ao contrário do setor de aviação comercial, que a Bombardier sofreu uma série de problemas com a antiga família CSeries e não aumentava a carteira de pedidos para os modelos regionais CRJ e QSeries, a divisão de aviação de negócios manteve crescimento constante.

A divisão executiva registrou crescimento de 1% da receita, atingindo a marca de US$ 1 bilhão, no terceiro trimestre. No comparativo com o mesmo período do ano passado, foram entregues 31 aviões, um a mais que em 2017. Já a carteira de pedidos firmes registrou alta de 4%, totalizando US$ 14,3 bilhões, especialmente pelo crescimento pela demanda da família Global. Até o momento a divisão de aviação de negócios 96 aviões no acumulado do ano, segundo a Bombardier o montante representa 70% da meta para 2018.

Analistas acreditam que a Embraer terá postura similar ao concluir joint venture com a Boeing, passando a concentrar seus negócios na aviação executiva. Setor militar possivelmente manterá independência, mas não será principal unidade de negócios do fabricante brasileiro.


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