Sustentável leveza

Novos materiais a bordo tornam as aeronaves mais leves para reduzir o consumo de combustível e a emissão de poluentes

Marcelo Greanin - Comandante De Airbus A330 em 6 de Dezembro de 2011 às 11:07

Arquivo Pessoal

Enquanto os testes com biocombustíveis na aviação continuam em alta no Brasil e no mundo, outra preocupação “verde” ganha destaque no meio aeronáutico. Trata-se da substituição de materiais utilizados a bordo das aeronaves, não só com o intuito de diminuir o peso, para reduzir o consumo de combustível, mas também com foco na sustentabilidade.

Nos últimos anos, as companhias aéreas passaram a adotar campanhas de reciclagem de papel, da utilização de plásticos biodegradáveis e até mesmo de uso de tintas mais “ecológicas” na confecção de cardápios, guardanapos e sacos de enjoo. Um artigo publicado na revista Air Transport World analisa de maneira interessante o assunto. A autora, Jennifer Coutts Clay, também assina o livro Jetliner Cabins, sobre a evolução dos interiores das cabines e dos materiais empregados na fabricação dos utensílios de bordo. Diante da preocupação com peso, as bandejas de metal deram lugar às de plástico, e as garrafas de vidro foram substituídas por pets e latas descartáveis. Os assentos também ficaram mais finos e hoje são confeccionados, em sua maioria, com componentes de fibra de carbono. Os assentos flutuantes serão substituídos por ar, em vez da inserção pesada de espuma. Algumas companhias já substituem os apoios de metal para os pés, na classe econômica, por uma espécie de rede. Embora não seja elegante, a compensação no peso da aeronave é significativa.

“Todas essas modificações não vieram de uma hora para outra”, informa, no livro de Clay, o engenheiro Vern Alg, que durante 20 anos comandou a equipe de engenharia de interiores da Continenal Airlines. Alg lembra que, ao sair da sala de reuniões, carregava o esboço de muitas novidades, como propostas para a confecção de novos tipos de materiais, especialmente com foco na diminuição do peso dos assentos. A Continental conseguiu desenvolver, por exemplo, seu próprio carpete, mais leve, reciclável e de maior durabilidade. “Sabíamos que se pudéssemos reduzir o peso, mesmo que por uma fração, estaríamos colaborando diretamente com a campanha de economia de combustível da Continental”, lembra Alg. Outra prática adotada pela companhia norte-americana, que se tornou um procedimento padronizado em diversas companhias congêneres, é o de se reduzir o volume de água nos reservatórios da aeronave. Antigamente, abastecia-os até o limite, mas os engenheiros chegaram à conclusão de que se gastava mais querosene com o transporte da água em excesso. Agora, calcula-se a quantidade adequada para a duração de cada etapa.

As persianas eletrônicas utilizadas no Boeing 787 apresentam peso menor do que o das versões tradicionais

A mais recente novidade em matéria de redução de peso a bordo foi a introdução de persianas eletrônicas, já utilizadas nas aeronaves Boeing 787. No lugar dos tradicionais painéis, o passageiro terá o sistema SPD (suspended particle device), desenvolvido pela Research Frontiers Inc. Dependendo do comando, partículas presentes no interior do vidro se alinham e bloqueiam a luz, o calor e os raios ultravioletas do sol, graças a um sensor fotoelétrico.


Nivel 350

Artigo publicado nesta revista


Airbus, Nova Rival da Embraer

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