Mercado

Perspectivas 2013

O que esperar deste ano que começa em cada um dos diversos mercados que compõem transporte aéreo no Brasil e no mundo? Os destaques da indústria, prognósticos para empresas aéreas, estimativas entre operadores de aeronaves executivas, mercado de helicó...

Santiago Oliver | | Fotos Divulgação em 29 de Janeiro de 2013 às 08:30

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AVIAÇÃO REGULAR
O ano de 2013 será desafiador para as companhias aéreas brasileiras. O número de passageiros cresce enquanto os custos operacionais sobem, a concorrência se acirra e as melhorias na infraestrutura aeroportuária acontecem em ritmo ainda inferior ao necessário. A Copa das Confederações deste ano deve ser um bom teste para o modal aéreo do país, que promete começar a ajustar seu gargalo com as concessões de aeroportos à iniciativa privada. Os debates em torno do Código Brasileiro de Aeronáutica também devem esquentar no Congresso Nacional.

Depois da consolidação da fusão com a Trip, a Azul deve ter um ano promissor em 2013. De acordo com a companhia, a "democratização" do transporte aéreo e a abertura de destinos antes considerados como regionais - mas que hoje são polos que puxam o desenvolvimento do Brasil - tornam sua situação mais confortável do que a de suas concorrentes por conta do modelo de negócio que adotou.

Outro player em ascensão, a Avianca continuará aumentando sua frota, principalmente com aeronaves A318 e A319, com foco mais na rentabilidade das rotas do que na participação de mercado.

A Gol, depois de um histórico prejuízo em 2012, continua seu plano de reestruturação neste ano, discutindo na Justiça as demissões de funcionários da extinta Webjet e buscando espaço nos mercados doméstico e internacional. O principal desafio da companhia é que o crescimento operacional parece ter se esgotado, já que, com jatos de 180 lugares, a sua atuação está limitada a um número determinado de cidades para onde as outras companhias aéreas também voam. Uma estratégia encontrada foi começar a realizar voos internacionais com seus Boeing 737, que impõem uma escala em Santo Domingo, na República Dominicana, para chegar a Miami, Orlando e Nova York.

Ainda no Brasil, a principal companhia aérea da América Latina, a Latam, deverá continuar com o trabalho de integração da equipe brasileira da TAM ao método de trabalho da chilena LAN, que já possui muitos funcionários trabalhando em Congonhas. No que se refere à frota, seis Airbus A319 da TAM foram devolvidos após o término do contrato de leasing e o mesmo deverá ocorrer com alguns A330-200, que serão substituídos por Boeing 767-300 da LAN para voar do Chile para os Estados Unidos com escala no Brasil.

Segundo o engenheiro Ozires Silva, o grande freio do Brasil é a regulamentação. Para ele, chegou o momento de desregulamentar, para que a mobilidade requerida pelo mundo, hoje, possa ser atendida pela aviação. Em 1993, o presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, defendeu a desregulamentação do transporte aéreo. "Essa desregulamentação, que virou lei em 1995, deu aos Estados Unidos a possibilidade de ficar com quase 40% do tráfego aéreo mundial", afirma Ozires Silva. "Segundo estimativas, o tráfego aéreo gera em torno de U$ 3 trilhões por ano e, portanto, US$ 1,2 bilhão está sendo bombeado anualmente pelo mundo para os EUA, graças à desregulamentação. O problema no Brasil é que nós temos quatro chefes que não se falam: a SAC, a Anac, a Infraero e o Comando da Aeronáutica".

No mercado internacional, a TAP promete relançar o processo de privatização em 2013 e o CEO Fernando Pinto deve permanecer no cargo até pelo menos a conclusão do processo de venda. A estatal portuguesa é a companhia aérea com mais voos para o Brasil.

Nos mercados maduros, as perspectivas seguem indefinidas. Enquanto os preços dos combustíveis não pararem de aumentar, a economia europeia continuar em marcha à ré e os Estados Unidos seguirem sem reagir de modo mais efetivo, não há muitas esperanças de melhora. Ainda de acordo com Ozires Silva, a competição está muito forte e, sem dúvida nenhuma, o transporte aéreo no mundo continuará crescendo, devido à demanda, o que exigirá um reposicionamento em relação à forma como o negócio é feito. A Iata reclama que as companhias aéreas estão perdendo dinheiro e todo mundo que trabalha com elas ganha. Resultado: muitas companhias não estão resistindo. Há alguns anos, os custos operacionais diretos, que eram de 18%, passaram hoje para 40%, aumento muito maior do que o das receitas das empresas. A quantidade de passageiros aumentou, mas a receita diminuiu, devido ao preço das passagens ter ficado mais barato por causa da concorrência.

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Em relação à indústria aeronáutica, os próximos anos serão igualmente desafiadores, mas com boas perspectivas principalmente para a Embraer. O ano de 2012 não foi dos melhores para o fabricante brasileiro em termos de novos clientes e encomendas. Em 2013, porém, o resultado tende a mudar. É que a companhia acaba de escolher os motores PurePower Turbofan da Pratt & Whitney para equipar a segunda geração dos E-Jets, que têm sua entrada em serviço prevista para 2018. A decisão é um marco importante para o programa, que deverá ter seu lançamento oficial este ano.

Os novos motores PW1700G e PW1900G têm empuxo de 15.000 lbf a 22.000 lbf (67 kN a 98 kN) cada. As novas asas de aerodinâmica avançada juntamente com o moderno sistema eletrônico integral de comandos de voo fly-by-wire, e outras evoluções de sistemas, resultarão em melhorias significativas no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo das aeronaves.

Outro marco importante em 2013 será o primeiro voo do protótipo número 1 do A350XWB, previsto para acontecer em meados deste ano. O novo avião da Airbus deve entrar em operação em 2014. Com o emprego de material composto em mais de 50% de sua estrutura e as asas mais finas já construídas pelo consórcio europeu, o A350 terá versões de 250 a 400 passageiros com longo alcance. Apesar do otimismo em torno do novo projeto, a Airbus quer melhorar suas encomendas em 2013 e tem como desafio introduzir modificações no A380, que apresentou problemas estruturais nas asas. A primeira aeronave a sair da fábrica com essas modificações será a da British Airways enquanto os outros aviões deverão ser retrofitados.

Boeing e Bombardier também prometem incrementar seus pedidos neste ano, mas estão pressionados: o fabricante norte-americano corre para se recuperar do prejuízo inicial com os atrasos na entrada em operação do 787 (somado ao duro golpe deste início de ano com a suspensão de suas operações) e a procurar mais clientes para o 747-8 enquanto a indústria canadense continua adiando o lançamento da C Series. Ambos, porém, mostram otimismo e acreditam na recuperação gradual do mercado.

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Aeroporto do Galeão, que será privatizado

INFRAESTRUTURA
O governo anunciou recentemente um plano de investimentos de quase R$ 19 bilhões em aeroportos. As medidas surgem antes de o Brasil sediar três importantes eventos internacionais, a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo FIFA, em 2014, e os Jogos Olímpicos em 2016. Os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e Confins, em Minas Gerais, serão privatizados e deverão receber investimentos de R$ 11,4 bilhões.

Por outro lado, estão previstos recursos de R$ 7,3 bilhões para fomentar a aviação regional, com incentivos e subsídios para companhias aéreas que operem trechos regionais (leia mais na matéria da p. 66). Segundo a Secretaria de Aviação Civil, os investimentos necessários no aeroporto do Galeão a serem feitos pelo futuro concessionário somam R$ 6,6 bilhões, enquanto Confins deverá receber R$ 4,8 bilhões.

O plano para o desenvolvimento da aviação regional envolverá 270 aeroportos de pequeno porte em uma primeira fase, incluindo a construção de 17 novos terminais.

O fundador e presidente do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas, David Neeleman, elogiou o pacote e disse que a maior parte dos aeroportos em que a empresa atua terá isenção de tarifas. Segundo o executivo, os investimentos em aeroportos regionais são importantes para a expansão da atuação da empresa. "Hoje há 20 aeroportos em que gostaríamos de atuar e ainda não entramos porque falta estrutura", comentou.

Outro benefício, a ser detalhado pelo governo em audiência pública neste início de ano, será a concessão de subsídio por passageiro transportado em algumas rotas regionais.

O tipo de subsídio ainda não foi definido, mas ele valerá por assento ocupado, representando até 50% da capacidade da aeronave e limitado a 60 assentos.

O plano prevê ainda a publicação de um decreto regulamentando a autorização para que aeroportos particulares que atuam somente na aviação regional possam receber voos comerciais.

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Com o relógio tiquetaqueando em direção ao início da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, no Brasil, a iniciativa privada mostra sua colaboração também na construção de aeroportos privados para a aviação executiva. Grandes construtores investem em empreendimentos próximos de capitais e esperam obter ganhos com essa oportunidade ao mesmo tempo em que ajudam a desafogar aeroportos centrais. "Estamos dentro do cronograma para receber o tráfego dos jatos executivos internacionais que virão para a Copa do Mundo", diz Francisco Lyra, presidente da CFly Aviation, parceira da JHSF, principal associada do Catarina, empreendimento que será erguido nas proximidades de São Paulo. Um obstáculo legal que se encaminha para ser superado é a proibição da operação comercial de aeroportos privados. "O rascunho do decreto presidencial já foi aprovado pelas autoridades financeiras e de aviação civil", diz Lyra. Outros empreendimentos similares também estão previstos por construtoras como Andrade Gutierrez e Camargo Correia, em Brasília e São Paulo, respectivamente.

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Novo G650 da Gulfstream

AVIAÇÃO EXECUTIVA E GERAL
O Brasil deve consolidar sua posição de player global no mercado de aviação executiva neste ano. A ativa política de exportações do país, os abundantes recursos naturais e a forte capacidade industrial, estimularam o crescimento da economia. Enquanto isso, o Brasil se prepara para sediar a Copa do Mundo FIFA e as Olimpíadas de 2016, as quais aumentarão a sua exposição internacional. Não por acaso, o Brasil deve ocupar o lugar que hoje é do México de segundo maior operador de jatos executivos do mundo, segundo a Embraer, superando as 750 unidades. A Embraer, aliás, que já se encontra entre os grandes do mercado de aeronaves executivas, mesmo sendo um player relativamente novo, seguirá com o desenvolvimento dos modelos Legacy 450 e Legacy 500 (leia mais na matéria da p. 14).

Para Ricardo Nogueira, vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o desafio do setor é obter uma atenção maior das autoridades para sua importância. "O que a Abag pretende é que o governo entenda que, embora não encha os aeroportos, a aviação geral é tão importante quanto o transporte de massa, e também precisa ter seu espaço nas pistas e pátios", diz Nogueira. "Os empreendimentos particulares são ótimos e até recebem apoio do governo, pois desafogarão o tráfego aéreo, principalmente em São Paulo. Mas há outros estados para onde o operador que pousa em São Paulo vai e ele precisa ter condições de operar nos aeroportos das capitais dessas regiões".

Outra questão apontada pela Abag diz respeito aos táxis aéreos. "Trata-se de um serviço público, mas que o governo quer considerar privado, restringindo sua atuação em aeroportos mais movimentados", queixa-se Nogueira. "A aviação geral emprega 330.000 pessoas e oferece ao país 500 oficinas especializadas. Ela complementa a aviação regular".

No mercado mundial, as vendas da aviação geral (aeronaves, produtos relacionados e serviços) deverão apresentar um aumento pouco significativo durante os próximos cinco anos, provocado principalmente pelas vendas de aeronaves executivas, de acordo com a Retrospectiva e Previsões do final de 2012 da AIA (Associação da Indústria Aeroespacial). O relatório também prevê que a venda dos jatos executivos maiores liderarão o setor e serão responsáveis por cerca de 40% de todas as entregas de aeronaves executivas pelos próximos 10 anos. Também de acordo com o relatório, em 2013 serão entregues - incluindo os jatos executivos - 1.705 aeronaves, quase 10% a mais do que as 1.553 unidades de 2012, que representarão cerca de 59% de todos os aviões civis que serão entregues em 2013.

A Bombardier continua planejando para 2013 as entregas dos seus modelos Learjet 70, 75 e 85, ano em que comemora o 50º aniversário da aeronave (leia mais na matéria da p. 70). Para o próximo ano, o fabricante também espera que se inicie uma aceleração das entregas que, até 2016, deverão ultrapassar o número recorde atingido em 2008.

A Gulfstream Aerospace Corp., que já entregou pelo menos 10 unidades do seu jato de cabine larga e alcance ultralongo G650 nos Estados Unidos, deve iniciar as entregas na Europa. Para o fabricante norte-americano, já é perceptível uma recuperação do mercado no seu país, ao mesmo tempo em que já é notável uma retração na China.

A Gulfstream também está muito satisfeita com o seu produto mais recente, o G280, o qual vem superando todas as especificações do projeto.

A Cessna continua com o desenvolvimento do Citation X - conhecido inicialmente como Citation Ten -, do Citation Latitude e do Citation Longitude, além do novo Sovereign. A Hawker Beechcrft, após desistência da associação com uma indústria chinesa, saiu do Chapter 11 deixando de lado seus aviões executivos a jato e se dedicando exclusivamente às aeronaves de motor a pistão Bonanza e Baron e à família de turbo-hélices King Air, composta pelos modelos 90, 250 e 350.

Está chegando ao mercado um número cada vez maior de ultraleves e ultraleves avançados para rivalizar, como primeiro avião, com os modelos mais simples da Cessna e Piper.

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HELICÓPTEROS
Em meados de dezembro de 2012, a presidente Dilma Rousseff firmou um acordo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para a compra de 14 helicópteros Kamov-62 para serem usados no mercado offshore, a serviço da Petrobras. "A Atlas Táxi Aéreo, que é uma das empresas credenciadas pela Petrobras para transporte offshore, espera que o primeiro dos helicópteros Kamov-62 seja entregue em 2015, sob um acordo com a estatal Russian Helicopters avaliado em US$ 200 milhões", disse Waldomiro Silva, diretor da Petrobras.

"No Brasil, o helicóptero será usado para transportar funcionários da Petrobras para plataformas costeiras", disse o presidente-executivo da Russian Helicopters, Dimitry Petrov. Silva confirmou que a Atlas Táxi Aéreo vai comprar sete helicópteros, com uma opção de compra de mais sete, e que a empresa será a primeira do mundo e receber esse novo helicóptero.

A aeronave Kamov Ka-62 é a versão destinada ao mercado civil do helicóptero militar KA-60 Kasatka (Orca). A variante Ka-62 foi proposta inicialmente quando foi lançado o programa Ka-60, em meados da década de 1990, mas não entrou em produção devido a problemas de desenvolvimento com os motores Saturn RD-600V.

Contudo, um acordo foi assinado em abril de 2011 para utilizar dois motores a turbina Turboméca 3G, com potência de 1.306 kW (1.751 hp), que acionam um rotor principal de cinco pás e um rotor de cauda carenado. O primeiro voo da aeronave para 14 passageiros está planejado para maio de 2013, com a certificação esperada para 2014.

Esse é um dos exemplos que Rodrigo Duarte, presidente da Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros (Abraphe), utiliza para demonstrar o consistente crescimento do mercado offshore com o aumento da exploração do petróleo no pré-sal, demonstrando que a exploração de petróleo exigirá mais helicópteros pelos próximos 10 anos.

Quanto ao mercado civil, Rodrigo Duarte cita um indicador muito interessante que diz que toda vez que o PIB anual de um país fica inferior a 2%, a aviação é, de certa forma afetada. "Não é que eu veja isso como um retrocesso, mas como uma estabilização", comenta Duarte, "não teremos uma diminuição na quantidade de helicópteros nem de voos, mas também não haverá um crescimento como o dos últimos anos", afirma o presidente da Abraphe.

Para a aviação civil, que inclui os helicópteros executivos e os táxis aéreos, Duarte prevê um patamar igual ou muito semelhante ao de 2012, pois ele prevê que o crescimento do PIB não deve chegar a 2% neste ano.

Já para o mercado parapúblico, com a chegada da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e das Olimpíadas de 2016, espera-se um aumento para as policias. Esse mercado em crescimento é muito interessante para a Abraphe, pois os seus pilotos são tratados pela Anac como o são seus associados: são pilotos civis de helicópteros, os quais estão registrados no RAB.

Quanto ao mercado mundial de helicópteros, Rodrigo Duarte cita novamente o indicador dos 2% do PIB e, por ele, nos Estados Unidos, cujo PIB deve ser maior que o do ano passado, se pode perceber que há sinais de recuperação. Essa é também a previsão da Associação Internacional de Helicópteros (HAI, na sua sigla em inglês).

No mercado internacional, um dos maiores programas para 2013 pode ser o início - finalmente - da produção da aeronave civil de rotores basculantes AW609, possivelmente em Arlington, Texas (EUA). AgustaWestland adquiriu a parte que pertencia à Bell, dissolvendo, definitivamente, a joint venture conhecida como Bell Agusta Aircraft Company.

Dois protótipos, um baseado em Arlington e o outro em Cascina Costa, na Itália, já voaram mais de 750 horas, desde 2003, testando 90% do envelopede voo, mas o mais importante é que 10% das horas voadas foram realizadas desde 2011.

O terceiro protótipo realizará longos testes de congelamento nos Estados Unidos e o quarto será equipado com um cockpit completo de série, incluindo aviônicos EDS touch-screen Rockwell Collins Pro Line Fusion, software AgustaWestland utilizado para comandar o sistema de controle fly-by-wire da aeronave, motores Pratt & Whitney Canada PT6C-67A e computador de controle de voo BAE Systems.

A certificação da aeronave projetada nos anos 1990 é esperada para 2016 e a versão executiva terá uma configuração para seis/sete passageiros.

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Boeing F/A-18E/F Super Hornet EC 725

AVIAÇÃO MILITAR
Sem dúvida nenhuma, o tema que domina as conversas quando se fala da aviação militar no Brasil é a tão esperada escolha do novo caça para nossa Força Aérea, mas depois de a presidente Dilma Roussef ter declarado no final do ano passado na França que a decisão sobre a concorrência F-X2 está suspensa, fica a dúvida do que acontecerá em 2013. As negociações serão retomadas ou o governo pode lançar o F-X3? O fato é que Boeing, Dassault e Saab continuam se movimentando, com uma investida bastante importante dos norte-americanos, que abriram seu primeiro escritório no país e vem firmando importantes parcerias com Embraer, Fapesp e Instituto Ayrton Senna. Participam da concorrência os caças Boeing F/A-18E/F Super Hornet, Dassault Rafale e Saab JAS-39 Gripen NG.

Para área de Defesa da Embraer, que deve continuar ganhando espaço nos negócios da companhia, há expectativa em torno da venda do EMB-314 Super Tucano para a Força Aérea dos Estados Unidos. O mesmo Super Tucano que passará a integrar a Esquadrilha da Fumaça em 2013. Depois de quase 30 anos, o EMB-312 T-27 Tucano deixará de ser utilizado pelo Esquadrão de Demonstração Aérea da FAB. Além disso, em 2013, a Embraer continuará com o retrofit dos F-5 e A-1, da Força Aérea Brasileira, além do desenvolvimento do KC-390.

Já a Helibras continuará, em 2013, com a montagem final dos 50 helicópteros militares EC725 que serão usador pelas Forças Armadas Brasileiras e a versão civil EC525, cuja principal utilização será o transporte em apoio a exploração de petróleo em alto mar.


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Airbus, Nova Rival da Embraer

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