Nova Beechcraft nasce lucrativa

Da redação em 22 de Novembro de 2012 às 09:51

Shawn Vick, vice-presidente executivo de clientes da Hawker Beechcraft Corporation

Piloto privado e formado em gestão aeronáutica, o vice-presidente executivo de Clientes da Hawker Beechcraft, Shawn Vick, tem mais de 25 anos de experiência em aviação e passagens por British Aerospace, Gulfstream, Bombardier e Landmark Aviation. Também já atuou como consultor de fundos de investimento. Hoje, ele tem um grande desafio pela frente: gerenciar o plano de reestruturação da companhia, que abandonou as negociações de venda para os chineses e vai focar seus negócios no portfólio de turbo-hélices e aviões a pistão, sob o novo nome Beechcraft Corporation. Nesta entrevista, Vick reconhece o golpe da crise financeira mundial e diz que trabalha com perspectiva de uma lenta recuperação do mercado.

AERO -Qual é a importância do Brasil para a Beechcraft?
SHAWN VICK - Reconhecemos a importância do mercado brasileiro para nossa empresa. Temos negócios no Brasil desde os anos 1950. Nossos produtos têm uma larga aceitação de mercado e os turbo-hélices King Air, assim como os aviões a pistão, são um sucesso incrível por terem o adequado posicionamento de preço e a performance adequada para isso.

- O que levou a tomar as decisões recentemente anunciadas?
- As decisões que a companhia tomou nos últimos três anos, incluindo a decisão de ingressar num processo de reestruturação, visaram preservar a capacidade e a força dos negócios da nova Beechcraft Corporation.

- Essa nova companhia nasce lucrativa?
- Sim, os fatos que requereram nossa reestruturaçao foram uma ação dupla, ambos resultados do terrível período recessivo que nossa empresa, o mercado e mundo passaram.

- Como você descreveria o momento que vivemos agora?
- Como modesta recuperação, temos razões para sermos otimistas e cautelosos. Acredito que ao contrário de outros períodos recessivos que vivemos, esta recuperação será mais lenta.

- O senhor diria que entrar no mercado dos jatos foi uma decisao equivocada?
- Não. Acredito que tomamos a decisão numa interseção histórica, às vésperas de uma grande crise. De repente, acordamos num mundo em que todos se perguntavam qual era o valor dos ativos. E isso não era a respeito apenas de aviões, era a respeito de casas, escritórios, maquinário e até mesmo marcas.

- Como os novos produtos que a Beechcraft anunciou recentemente se adequam ao mercado brasileiro?
- Eu acredito que esses produtos terão muito boa receptividade no Brasil. Anunciamos um monomotor turbo-hélice pressurizado e um monomotor turbo-hélice não pressurizado e, além disso, anunciamos novas soluções de combustíveis para aeronaves a pistão.


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