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China ganha os ares

China entra no mercado de aviação de negócio com novo jato da Cirrus

Com sede em Zhuhai, em Guangdong, estatal Caiga comprou a empresa em dificuldades financeiras e lança o Vision depois de 10 anos de desenvolvimento e muitos atrasos


Depois de incontáveis atrasos e problemas financeiros graves, a chegada ao mercado do Cirrus Vision, um jato com apenas um motor, marca não apenas o surgimento de uma nova categoria de aeronaves de negócios, mas o ingresso formal da China no universo da aviação geral.

Embora a Cirrus tenha sede nos Estados Unidos, seu capital pertence atualmente à chinesa CAIGA (China Aviation Industry General Aircraft), uma das subsidiarias da estatal AVIC (Aviation Industry Corporation of China), com sede em Zhuhai, na província de Guangdong.

O ingresso dos chineses no capital da Cirrus Airraft, em 2011, ocorreu após a empresa enfrentar grandes dificuldades financeiras, muitas oriundas da crise de 2008. O conglomerado chinês havia adquirido no ano anterior o controle da também norte-americana Epic Aicraft.

A chegada do Cirrus Vision marca o primeiro projeto industrial chinês no mercado de aviação civil com alguma relevância. Mas, assim como ocorreu com o Epic LT, um monoturboélice em compósitos, que ganhou uma versão chinesa, o Primus 150, analistas acreditam que o Vison poderá em breve ganhar uma versão produzida pela própria CAIGA.

Atualmente, a China vem investindo fortemente no mercado aeroespacial, podendo se tornar um importante player global no início da próxima década. Recentemente, a Avic e a Comac, dois conglomerados estatais chineses de aeronáutica, analisaram as opções de compra de diversos projetos e fabricantes ocidentais, visando ganhar tempo e experiência com projetos já estabelecidos e pensados dentro de normas de certificação FAA e EASA.

A expectativa é que a China consiga certificar e obter algum sucesso no mercado doméstico com o Comac C919, o primeiro avião comercial inteiramente projetado no país, que caso confirme a versão chinesa do Vision, marcará o ingresso do gigante asiático no cobiçado e bilionário mercado de aviação civil.

Redação
Publicado em 27/06/2016, às 16h30 - Atualizado às 17h34


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