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Falha no trem de pouso danifica cabine de Boeing 737 no Irã

Falha no amortecedor do trem de pouso de um Boeing 737-300 provocou fortes oscilações durante a corrida de decolagem no Irã


Reprodução Midias Sociais
Reprodução Midias Sociais

Um avião da Sepehran Airlines sofreu fortes vibrações durante a corrida de decolagem no Aeroporto Internacional de Mashhad, no Irã, fazendo painéis do teto e compartimentos superiores se soltarem sobre os passageiros. Apesar dos danos registrados dentro da cabine, ninguém ficou ferido.

A ocorrência envolveu um Boeing 737-300, de matrícula EP-FSU, que partiria de Mashhad para Kermanshah em 14 de setembro. Segundo relatos, diante da intensidade das oscilações, os pilotos interromperam a decolagem.

Segundo informações atribuídas à Organização de Aviação Civil do Irã, a vibração teria sido provocada por um shimmy anormal no trem de pouso principal. A inspeção identificou deterioração no amortecedor responsável por controlar esse movimento, além de vazamento, desgaste e corrosão.

Conhecido como shimmy, o fenômeno consiste em uma oscilação rápida e repetitiva das rodas ou do conjunto do trem de pouso. Quando não é adequadamente amortecido, o movimento pode transmitir cargas intensas à estrutura da aeronave. No caso do 737, a energia das vibrações foi suficiente para soltar elementos do acabamento interno, embora não haja indicação de falha estrutural na fuselagem.

Relatos divergentes

Relatos iniciais publicados após o episódio afirmavam que o avião havia decolado, perdido um pneu e retornado para um pouso de emergência. Essa versão foi reproduzida por diferentes veículos, mas diverge dos dados operacionais e das informações técnicas posteriormente atribuídas à autoridade iraniana.

A sequência considerada mais consistente, baseado nas autoridades iranianas, indica que a tripulação rejeitou a decolagem. Uma eventual investigação deverá determinar por que o amortecedor chegou ao estado de deterioração descrito e avaliar os danos provocados pela vibração. A ocorrência também chama atenção para a condição de componentes sujeitos a esforços repetitivos em aeronaves mais antigas.

Por Edmundo Ubiratan
Publicado em 16/09/2026, às 13h00


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