Parceria entre a Kenya Airways e a South African Airways pode culminar em uma fusão que pode se materializar este ano
Uma parceria entre a South African Airways, da África do Sul, e a Kenya Airways, do Quênia, está sendo alvo de uma comissão de concorrência do Mercado Comum da África Oriental e Austral (Comesa), organização de integração econômica que é composta por 19 países do continente, o equivalente ao Mercosul.
Em novembro de 2021, as duas companhias haviam assinado um acordo de parceria estratégica que está agora sendo apontada como o marco fundamental para a criação de uma nova gigante africana este ano. Para tal, ela precisa ser avaliada pela entidade, que ainda não foi consultada sobre o assunto.
"Essa transação potencial, eu não vou chamá-la de fusão porque não foi apresentada a nós, mas essa transação potencial, se fosse categorizada como uma fusão, teria que ser notificada à Comissão porque a Kenya Airways opera em vários estados membros do Comesa", segundo o CEO da comissão de concorrência do regulador, Willard Mwemba. "A empresa que opera no Comesa é a Kenya Airways. A África do Sul não é um estado membro", concluiu.
As duas companhias têm, somadas, cerca de 50 aeronaves. A Kenya Airways possui uma frota composta majoritariamente de unidades da Boeing, enquanto a South African Airways, da Airbus.
Apesar dos questionamentos, a suposta materialização do acordo não sairá tão cedo, já que é necessário destravar a privatização de 51% da SAA. Desde junho de 2021, o governo sul-africano está analisando a proposta do consórcio privado Takatso, que ofereceu mais de R3 bilhões (R$ 850 milhões) por esta fatia.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 22/02/2023, às 08h38