Risco aumenta com atitudes incorretas da tripulação

Estados Unidos podem incluir treinamento contra situação de colisão contra o terrenos para pilotos da aviação geral

Acidente recente demonstrou falha nos procedimentos de voo inclusive em situações VMC diurno

Por Ernesto Klotzel em 13 de Abril de 2018 às 15:30

O National Transportation Safety Board (NTSB) o conselho de investigação de acidentes com transporte nos Estados Unidos, emitiu cinco recomendações para o Federal Aviation Administration (FAA) reiterando oito recomendações anteriores relativas ao treinamento para evitar voos controlados contra o solo, para pilotos de asas fixas Part 135.

As sugestões mais recentes derivam de uma investigação do NTSB relativa ao acidente com um monomotor turbo-hélice da Cessna, que, em 2 de outubro de 2016, colidiu com a elevação próxima a Togiak, no Alasca, provocando a morte dos dois pilotos e do passageiro. A aeronave era operada pela Hageland Aviation, dentro da regulamentação Part 135, em condições VMC e voo diurno.

Baseado nas investigações deste acidente, o NTSB, mais uma vez, chamou a atenção para que pilotos de aviões commuter e de táxi-aéreo, tenham o mesmo treinamento de situações CFIT, (controlled flight into terrain) como os pilotos de helicópteros.

Enquanto a Hageland oferece o treinamento CFIT baseado nas diretrizes da Fundação Medallion, o NTSB concluiu que o programa de treinamento era “desatualizado e não abordava adequadamente os riscos específicos do CFIT enfrentados pelos pilotos da Hageland quando voam em condições visuais próximo às regiões montanhosas do Alasca”.

A investigação também concluiu que, embora as aeronaves da Hageland sejam equipadas com o sistema de alarme de proximidade do solo TAWS (Terrain Avoidance Warning System), os pilotos, normalmente, desativam os sinais visuais e sonoros de aviso enquanto voam em altitudes inferiores do limite de alarme TAWS. O motivo seria evitar o “ruído” do sistema de alarmes, invalidando o efetivo de proteção do sistema.

Caso a recomendação do NTSB seja acatado pelo FAA, as novas normas poderão ser adotadas por agências reguladoras de todo o mundo, como a brasileira Anac.


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