Força aérea redefine planos para bombardeiros

Estados Unidos devem aposentar B-1 e B-2 na próxima década

Força de bombardeiros será composta pelos atuais B-52 e B-21 Raider

Por Ernesto Klotzel em 19 de Fevereiro de 2018 às 13:00

O Pentágono planeja reestruturar sua frota de bombardeiros nos próximos dois anos, que deverá na próxima década se concentrar nos B-52 Stratofortress e nos novos B-21 Raider.


Acima B-2 e B-1, que devem ser desativados até o final da década de 2020. Abaixo, novo B-21 Raider, que pode entrar em serviço nos próximos dois anos.

O planejamento inclui a modernização dos veteranos B-52, que deverão receber finalmente uma nova motorização, podendo inclusive se tornarem quadrimotores. Já os atuais B-1B Lancer e B-2 Spirit devem ser atualizados, ganhando novos sistemas de guerra eletrônica e de combate, mas com previsão de manterem a vida operacional até a chegada dos B-21.

O esforço deve ser suficiente para manter o trio em condições satisfatórias até que os novos B-21 possam substitui-los no novo inventário, especialmente os B-1 e B-2 que serão gradualmente retirados de serviço.

Os B-21 devem entrar em serviço em meados de 2020, se tornando a base da frota de bombardeiros estratégicos.

Embora pareça contraditório manter um avião com mais de 60 anos, em detrimento de modelos mais novos, a decisão de manter os B-52 foi baseada em diversos fatores, incluindo o custo de manutenção, disponibilidade, capacidade em missões e custo total da hora de voo.

Com a visão adequada quanto a sustentação e modernização – incluindo novos motores – os B-52 tem uma projeção de vida útil até 2050, representando assim um papel relevante no futuro, quando terão completado mais de 90 anos de serviço.

Em 1991, ao final de Tempestade no Deserto, ocorrida em paralelo ao final da Guerra Fria, USAF dispunha de um total de 290 bombardeiros, reduzido para 157 aeronaves na atualidade. A redução de 46% ocorreu enquanto os Estados Unidos conduziam um conflito continuado em operações ao redor do mundo, como nas guerras do Iraque e Afeganistão, além de apoio a operações na Síria, Líbia, entre outros.

O Pentágono espera reduzir os custos com a frota de bombardeiros ao mesmo tempo que amplia a disponibilidade dos aviões e seu poder de ação global.


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