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Caças F-22 voam com software open-source

EUA voam com F-22 equipado com software open-source criado para facilitar processo de modernização de caças de quinta geração


Caças F-22 voam sobre a base aérea de Edwards usando software de código aberto - Usaf
Caças F-22 voam sobre a base aérea de Edwards usando software de código aberto - Usaf

O F-22 Raptor realizou a primeira integração de um software open-source de terceiros, que passou a funcionar em conjunto com a arquitetura de software de propriedade do governo e hardware integrado existente.

O projeto tem como objetivo permitir a integração rápida de novas capacidades e sistemas desenvolvidos não apenas pelos fornecedores do programa F-22, como a Lockheed e a Boeing, mas também por especialistas militares do governo, academia e novos parceiros.

Usualmente os caças de quinta geração são bloqueados para integração de softwares por terceiros, exigindo maior capacidade da Força Aérea dos Estados Unidos (Usaf, na sigla em inglês). Para reduzir as barreiras de entrada foi criado o OSE, acrônimo para Enclave de Sistemas Abertos, que provou ser possível integrar novas tecnologias desde a primeira linha de código até o efetivo voo do caça, em menos de 60 dias, com total segurança.

O projeto está sendo conduzido pelo Laboratório Federal do Comando de Combate Aéreo (ACC Federal Laboratory), sediado na base aérea de Edwards, na Califórnia, e pelo 309º Grupo de Engenharia de Software da Usaf.

“Comprovamos a capacidade de avaliar e integrar rapidamente tecnologias de próxima geração desenvolvidas por especialistas do governo, indústria e academia a um custo menor e com portabilidade de software em plataformas de defesa”, explicou Allen Black, major da Usaf, piloto de testes do F-22 e co-líder do projeto.

Embora tenha a proposta de usar um software de código aberto (open-source), o programa é restrito aos fornecedores oficiais da força aérea e seguem rígidas normas de sigilo e segurança. Porém, as novas políticas dos Estados Unidos permitem aproveitar os requisitos formais, onde as tecnologias vitais podem ser amadurecidas, verificadas e validadas em ambientes técnicos e operacionais comparáveis.

“Isso aumenta o rendimento da modernização, dissocia o desenvolvimento de software dos ciclos do Programa de Voo Operacional e permite a entrega de capacidade avançada para garantir o domínio em ambientes estrategicamente competitivos, criando contrapartidas de custos anteriormente consideradas impossíveis”, explicou Ray Tierney major e diretor do ACC Federal Laboratory.

Outra novidade é a capacidade da força aérea poder integrar, testar e voar, com um novo software antes de fechar um acordo de compra. Usualmente os militares formalizam um projeto pagando antecipadamente por seu desenvolvimento, acarretando maiores custos e riscos.

“Dentro do processo de aquisição permite que o governo voe antes de comprar”, frisou Tierney.

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Por Edmundo Ubiratan
Publicado em 01/09/2022, às 11h45


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