As aeronaves descumpriram as restrições do espaço aéreo em torno do estádio onde aconteceu a final do torneio de futebol americano, um dos maiores eventos do país
Caça F-15 da Força Aérea dos EUA
Planejamento de voo falho fez com que quatro aeronaves fossem interceptadas por caças F-15 Eagle, no último domingo, durante um dos maiores eventos esportivos dos Estados Unidos, o Super Bowl 50, no Levi’s Stadium, na cidade de Santa Clara, Califórnia.
Estádio onde ocorreu o Super Bowl
Os aviões interceptados durante a final do principal torneio de futebol americando dos EUA eram todos monomotores de pequeno porte, incluindo um Cessna 150, um Cessna 170, um RV-6 e um Beechcraft BE35. A principal suspeita é a de que os aviadores não tenham lido o documento, chamado NOTAM (Notice to Airmen), em que se notificava a restrição para sobrevoo na área e seu período de validade.
Um dos modelos interceptados foi um ultraleve RV6
De acordo com Ian Gregor, porta-voz do FAA, a zona de não transgressão abragia uma área circular entre 10 e 32 milhas do estádio e, após a interceptação pela Força Aérea Americana (USAF, na sigla em inglês), as aeronaves foram escoltadas pelos caças para fora da área de não transgressão, sem ocorrências mais graves.
Para se ter uma ideia da tamanho do evento, durante o intervalo do jogo, houve apresentações de astros como Beyoncé e Coldplay. A partida terminou com a vitória do Denver Broncos sobre o Carolina Panthers por 24 a 10.
Para quem tem curiosidade de saber detalhes sobre o procedimento, confira a integra do documento do governo norte-americano que instrui como os aviadores devem se comportar e quais manobras devem fazer ao serem interceptados, conforme o ocorrido no Super Bowl 50. No segundo semestre deste ano, o Brasil vai realizar as Olimpíadas do Rio e também haverá restrições do espaço aéreo em diversas localidades.
Área de restrição de sobrevoo durante o Super Bowl
Redação
Publicado em 10/02/2016, às 15h15 - Atualizado às 16h03
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