FAB passa utilizar dois aviões no combate ao fogo na Amazônia

Aeronaves C-130 foram equipadas com sistema MAFFS e foram deslocadas para Porto Velho

Por Edmundo Ubiratan | Fotos: Divulgação Publicado em 25/08/2019, às 12h00 - Atualizado às 14h42

C-130 da FAB em ação durante combate ao fogo na floresta amazônica 

Com o agravamento das queimadas na região amazônica, a Força Aérea Brasileira enviou para Porto Velho, Rondônia, dois C-130 Hercules equipados com sistema de combate aos focos de incêndio.

As aeronaves são operadas pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT), atualmente sediado na Ala 11, no Rio de Janeiro. A FAB integra o esforço conjunto, coordenado pelo Ministério da Defesa, no combate aos incêndios que atingem grande parte dos estados da região norte.

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Sistema pode despejar 12 mil litros de água em apenas 7 segundos em uma área de 500 metros de extensão

Os dois C-130 estão equipados com o sistema MAFFS (Modular Airborne Fire Fighting System), que inclui cinco tanques de água e dois tubos de lançamento, que se projetam pela porta traseira do avião, lançar até 12 mil litros de água.

Segundo os militares, durante o emprego do MAFFS a aeronave sobrevoa a área do incêndio a uma altura de 150 pés (46 metros) e o sistema pressurizado lança toda a carga de água em apenas sete segundos, atingindo uma linha de até 500 metros. Embora seja uma área pequena, dentro do contexto das queimadas, a atuação auxilia na contenção do avanço do incêndio. Após despejar a água, a aeronave retorna para Porto Velho, para ser reabastecida.

O uso dos C-130 em combate a incêndios florestais não é uma novidade no Brasil. Em novembro de 2015, um Hercules e um helicóptero H-34 Super Puma foram empregados em um incêndio que ocorreu na Chapada Diamantina, na Bahia. Em janeiro de 2017, o Brasil forneceu ao Chile um dos seus C-130 Hercules, que lançou mais de 500 mil litros de água na região de Bío-Bío, uma das mais afetadas. Meses depois os dois aviões foram utilizados no combate ao incêndio na Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

O maior entrave é a disponibilidade de apenas duas aeronaves, o que dada das dimensões continentais do Brasil e dos próprios incêndios, demandam maior tempo para serem contidos.

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