Bombardeiros B-1B Lancer podem ser aposentados para viabilizar o B-21

Custo de manutenção se tornou elevado e força aérea dos EUA pretende realocar recursos em novo avião

Por Edmundo Ubiratan | Fotos: Divulgação Publicado em 22/09/2019, às 00h00 - Atualizado em 23/09/2019, às 00h37

Um B-1B durante manutenção na base aérea de Tinker. Estado geral da estrutura se aproxima de um valor proibitivo para sua manutenção

A força aérea dos Estados Unidos (USAF) estuda aposentar parte da frota de bombardeiros B-1B Lancer para alavancar o desenvolvimento do futuro B-21R Raider. O objetivo é destinar parte do orçamento para o desenvolvimento do novo bombardeiro furtivo e apoiar a remotorização dos veteranos B-52.

De acordo com relatório da USAF, o custo para manutenção e operação do B-1B está se tornando proibitivo diante das missões realizadas nos últimos anos. Ao longo de quase duas décadas a maior parte dos voos ocorreram em média altitude e em velocidades subsônicas, onde as asas de geometria variável sequer foram recolhidas. A configuração de missão é justamente a pior dentro do leque de voo do bombardeiro, criado para voar supersônico em baixas altitudes, podendo penetrar impune as defesas inimigas.

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Em quase 20 anos a maior parte dos voos do B-1B ocorreu distante do perfil ideal, aumentando estresse na estrutura

O perfil de voo padrão acabou gerando um estresse elevado na estrutura, aumentando significativamente o custo de manutenção da frota. A USAF trabalha na análise de um projeto para revitalização da célula do avião, mas os resultados preliminares mostram que o custo será proibitivo dentro dos planos para a frota de bombardeiro dos Estados Unidos.

Atualmente a força aérea possui 61 unidades operacionais do B-1B, com idade média de 32 anos.

PRÓXIMO DO PRIMEIRO VOO

A USAF estuda adquirir aproximadamente 100 unidades do B-21 Raider, que deverá substituir o B-2 Spirit no médio prazo. A expectativa é que o primeiro avião seja apresentado no próximo ano, realizando seu primeiro voo no final de 2021. O programa conduzido pela Northrop Grumman está em fase avançada de desenvolvimento e deverá ampliar ainda mais as capacidades de ataque da força aérea norte-americana. O novo bombardeiro deverá contar com capacidades bastante superiores aos atuais B-2, mantendo, no entanto, o perfil de asa voadora.

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