Pouco planejamento, muita incerteza

Os aeroporto comportarão, sim, o movimento de passageiros durante a copa. Isso é certo! Mas estamos preparados para lidar com imprevistos que vão além de questões operacionais?

Da redação em 14 de Outubro de 2011 às 07:47

Marcelo Galli
Respício A. do Espírito Santo JR.

O Brasil deve receber de 600 a 700 mil estrangeiros durante a Copa de 2014. Os sul-americanos poderão viajar com pouca antecedência para assistir aos jogos enquanto torcedores de outros continentes precisarão permanecer vários dias no país para acompanhar as partidas de suas respectivas seleções em diferentes cidades-sede. Entre os brasileiros, estima-se que o movimento durante a Copa fique entre 3,5 a 4 milhões de turistas circulando pelo país. Estamos preparados para atender a esse fluxo?

A capacidade dos aeroportos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 foi um dos principais temas debatidos durante um evento internacional de investimentos na aviação que participei no mês de agosto. Achei necessário abordar aqui a adequação dos nossos aeroportos, focando em vertentes pouco exploradas até aqui.

Portanto, refaço a pergunta. Os entes que atuam nos aeroportos das cidades-sede da Copa, tais como Infraero, Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa, Vigiagro, companhia aéreas e provedores de serviços, estariam preparados ou, ao menos, preparando-se adequadamente para tamanho volume de passageiros da Copa? Por “preparados” não me limito à parte de coordenação de um maior volume de operações aéreas ou de um maior volume de embarques e desembarques de passageiros comuns.

Outras questões precisam ser respondidas, como: há preparo e qualificação de pessoal (e de instalações) quanto a idiomas e situações de emergência? Conseguirão lidar com torcedores estrangeiros fanáticos que abusam de bebidas alcoólicas? Saberão informar, conter, organizar ou acomodar centenas de pessoas que não consigam embarcar de volta ao seu destino? Como agirão em relação a ameaças reais de contaminação por agentes químicos ou biológicos trazidos por algum passageiro com ou sem intenções ilícitas? Existe um preparo para garantir a maximização dos resultados dos projetos de sustentabilidade sendo elaborados (afinal, essa será uma “Copa Verde”, ou não?)?

Não tenho dúvidas de que os aeroportos comportarão, fiflsicamente, a grande movimentação de turistas brasileiros e estrangeiros durante a Copa de 2014. Não tenho duvidas! Mas o que muito me preocupa é não ouvir nada de esclarecedor, nada transparente, nada visivelmente concreto nas questões acima. E como todas essas questões resultam numa maior segurança a todos, num maior nível de serviço e numa maior eficiência das operações, a preocupação aumenta a cada dia. Será que as soluções buscadas entre os órgãos responsáveis serão feitas em conjunto, em que um auxilia e completa o outro, tal como ocorre em uma grande seleção?

ESTAMOS PRONTOS PARA DIALOGAR COM TORCEDORES ESTRANGEIROS, FANÁTICOS E EMBRIAGADOS, QUE PERDERAM UMA CONEXÃO?

Confesso que fiquei ainda mais preocupado quando escutei de um alto executivo da Infraero no evento do mês passado que, perguntado sobre os planos B e C na eventualidade de as modernizações e as ampliações não conseguirem ficar prontas a tempo, foi de um humor sarcástico e evasivo: “Temos o plano B, o C, o D... temos o plano do abecedário completo”. Pena que nem esse executivo, nem qualquer outro integrante dos principais entes envolvidos no dia a dia dos aeroportos brasileiros conseguiu dar certeza de nada até agora.


Voo Livre

Artigo publicado nesta revista


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