A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, concluiu a fase de voos pairados e baixa velocidade de seu eVTOL após 59 voos de teste

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, anunciou nesta quinta-feira (21), a conclusão da fase de voos pairados e de baixa velocidade de seu protótipo de aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical (eVTOL), etapa que antecede os ensaios de transição de voo previstos para o segundo semestre deste ano.
Segundo a empresa, a campanha gerou dados considerados essenciais para validação de sistemas de controle, modelos aerodinâmicos, propulsão elétrica e gerenciamento de energia.
De acordo com a Eve, a campanha concluída totalizou 59 voos e mais de cem pontos de ensaio em voo. A aeronave operou inicialmente em velocidades inferiores a 15 nós, equivalentes a aproximadamente 27,8 km/h, durante testes voltados à validação dos sistemas de controle, análise de downwash, comportamento térmico e desempenho do sistema de propulsão.
Na sequência, o envelope operacional foi ampliado para cerca de 20 nós, aproximadamente 37 km/h de velocidade horizontal, incluindo manobras simultâneas nos quatro eixos de controle.
Segundo a empresa, o protótipo atingiu 215 pés de altitude acima do solo, cerca de 65,5 metros, permanecendo em voo por até três minutos e 48 segundos.
Entre os marcos reportados pela fabricante estão as primeiras demonstrações do sistema de pouso automático (autoland) e do modo simplificado fly-by-wire, camada secundária de controle utilizada em caso de indisponibilidade do sistema principal.
A Eve disse ainda que os níveis de ruído permaneceram dentro das previsões estabelecidas para a campanha e que os sistemas de baterias e propulsão apresentaram desempenho superior às projeções iniciais do programa.
Segundo a companhia, os próximos passos incluem ensaios planejados em solo antes do início da fase de voos de transição, etapa considerada crítica para validar a interação entre os propulsores de sustentação vertical (“lifters”) e o propulsor de avanço (“pusher”).
A Eve disse ainda que a próxima etapa será direcionada à expansão do envelope de voo e à validação de desempenho em velocidades mais elevadas, com foco no chamado wingborne flight, condição em que a sustentação passa a ser predominantemente gerada pelas asas da aeronave.
Por Marcel Cardoso
Publicado em 21/05/2026, às 08h31
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