Relatório preliminar do NTSB registra alertas de velocidade, tentativa de arremetida após o toque e ausência de acionamento dos reversores

A tripulação do Boeing 767 cargueiro que saiu da pista em Miami tentou arremeter quando restavam menos de 300 metros de pista, segundo o relatório preliminar do NTSB, a agência de investigação de acidentes de transporte dos Estados Unidos. O acidente ocorreu em 6 de setembro e deixou cinco mortos em solo.
Operado pela 21 Air a serviço da Amazon, o avião tocou o solo cerca de 1.143 metros após a cabeceira da pista 30. Depois de ultrapassar o fim da pista, atingiu dois veículos. Outras três pessoas em solo ficaram gravemente feridas, enquanto os dois pilotos sofreram ferimentos leves.
Os dados constam do relatório preliminar do NTSB, disponibilizado na página da investigação, atualizada em 1º de outubro.
O cargueiro, matrícula N1997A, realizava o voo 7598 entre Porto Rico e Miami, a serviço da Amazon. Após ultrapassar os limites da pista 30, atingiu dois veículos em uma via pública. Cinco pessoas em solo morreram e três ficaram gravemente feridas. Os dois pilotos sofreram ferimentos leves.
Segundo o relatório, o Boeing 767 cruzou a cabeceira a aproximadamente 105 pés de altura e 177 nós de velocidade em relação ao solo. O toque ocorreu a cerca de 160 nós. Os dados do gravador de voo indicam que os freios aerodinâmicos permaneceram recolhidos e os reversores não foram acionados durante o pouso e a corrida na pista.
Os freios das rodas foram aplicados manualmente e depois liberados, enquanto as manetes avançaram para uma posição correspondente à potência de arremetida. Cerca de quatro segundos mais tarde, a potência foi reduzida para marcha lenta e a frenagem retomada. O avião ultrapassou o fim da pista a 113 nós.
A gravação de cabine registrou advertências do copiloto sobre velocidade excessiva, sem resposta verbal consistente, além de alertas de razão de descida e proximidade do terreno durante a aproximação. O comandante solicitou uma arremetida após o toque.
O relatório também informa que o controlador autorizou o pouso sem informar a direção e a velocidade do vento à tripulação. Segundo o NTSB, havia componente de vento de cauda, condição em que as normas de controle de tráfego aéreo exigiam a transmissão desses dados. A investigação permanece aberta e os dados são preliminares estão sujeitos a revisão.
Por Edmundo Ubiratan
Publicado em 02/10/2026, às 13h00
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