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Saab apresenta o primeiro Gripen montado no Brasil

Produção do caça F-39 Gripen no Brasil fortalece a base industrial de defesa, , amplia a autonomia tecnológica e reduz a dependência de fornecedores estrangeiros

Por Marcel Cardoso Publicado em 25/03/2026, às 09h26

Acordo para o Gripen combinou transferência de tecnologia e capacitação industrial - Embraer

A Saab e a Embraer apresentaram oficialmente o primeiro caça Gripen E montado no Brasil, em cerimônia realizada no complexo industrial da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.

A montagem do primeiro avião inserir o Brasil em um seleto grupo de nações com capacidade de produzir aeronaves de combate de alta complexidade, em um feito inédito na América Latina. Ampliando a capacidade tecnológica nacional e reduzido a dependência de fornecedores estrangeiros.

Segundo o contrato, os caças produzidos no país mantêm os mesmos padrões de desempenho, confiabilidade e tecnologia das unidades entregues originalmente pela Suécia.

O programa do F-39 Gripen no Brasil integra acordos de compensação industrial (offset), que incluem transferência de tecnologia, capacitação técnica e desenvolvimento de fornecedores locais.

Esse arranjo permite que partes críticas da aeronave sejam fabricadas localmente, consolidando competências industriais e ampliando o domínio nacional sobre sistemas aeronáuticos avançados.

A internalização de processos produtivos e de engenharia reduz a dependência de cadeias externas e fortalece a Base Industrial de Defesa (BID), com impactos diretos na autonomia operacional e na resiliência logística da aviação de combate brasileira.

Impactos na base industrial de defesa

O fortalecimento da BID ocorre por meio da criação de um ecossistema industrial, à formação de mão de obra qualificada e ao desenvolvimento de fornecedores nacionais. Esse ambiente industrial contribui para a retenção de conhecimento estratégico no país, além de fomentar empregos de alta qualificação no setor aeroespacial.

Soberania estratégica

De acordo com a FAB, a produção nacional do F-39 Gripen está diretamente associada à busca por maior soberania e independência estratégica. A capacidade de produzir, manter e evoluir sistemas críticos no território nacional reduz parte das vulnerabilidades associadas a restrições externas.

“O F-39 é mais um passo dado pela FAB no sentido de garantir a soberania pensando no Brasil como um todo, não apenas na Força Aérea”, disse Claucio Oliveira Marques, o coronel aviador e gerente do Projeto FX-2.

O oficial também destaca que o programa não se limita à aquisição de aeronaves, mas envolve a qualificação profissional e geração de empregos no setor de defesa.

A consolidação de um ecossistema tecnológico associado ao Gripen envolve universidades, centros de pesquisa, permitindo a formação de engenheiros, técnicos e especialistas em áreas críticas, como integração de sistemas, aviônicos e estruturas aeronáuticas.

A redução da necessidade de importação de serviços e componentes estratégicos é apontada pela FAB como um dos principais ganhos do programa, alinhando-se a políticas de longo prazo voltadas à autonomia tecnológica.

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