A Flybondi abrirá em dezembro uma rota direta entre Puerto Iguazú, na região da tríplice fronteira, e Lima, com quatro voos semanais
Por Marcel Cardoso Publicado em 28/08/2025, às 17h52
A Flybondi iniciará operações no Peru em dezembro, com a abertura de uma rota direta entre Puerto Iguazú, na região da tríplice fronteira (Brasil-Argentina-Paraguai), e Lima, capital peruana.
O serviço será operado quatro vezes por semana — às segundas, quartas, sextas e domingos. Com isso, passageiros da região de Foz do Iguaçu terão uma opção à atual necessidade de conexão em São Paulo (GRU) ou no Rio de Janeiro (GIG) para seguir até Lima.
Com a nova ligação, o Peru passa a ser o terceiro país da América Latina atendido pela low cost argentina, que já voa para destinos no Brasil e no Paraguai. A rota Puerto Iguazú–Lima será a terceira internacional da empresa sem origem em Buenos Aires, somando-se às conexões de Córdoba com Rio de Janeiro e Florianópolis.
A expectativa é que o novo serviço estimule o fluxo turístico internacional e gere impacto positivo em setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio na região das Cataratas do Iguaçu, um dos principais atrativos turísticos da América do Sul.
A iniciativa marca o retorno de Puerto Iguazú a uma rede internacional regular após mais de uma década. Em 2010, a extinta LAN havia solicitado operar voos entre Lima e a cidade argentina, mas teve o pedido negado pelo governo, o que levou a empresa a transferir a operação para Foz do Iguaçu, no lado brasileiro da fronteira.
Durante dez anos, LAN e posteriormente Latam Airlines ofereceram mais de 717.000 assentos na rota Lima–Foz do Iguaçu, até a interrupção causada pela pandemia. No mesmo período, Aerolíneas Argentinas chegou a operar voos entre Puerto Iguazú e Rio de Janeiro, mas com oferta significativamente menor, cerca de 110.000 assentos, e baixa continuidade.
A última ligação internacional regular de Puerto Iguazú ocorreu com a Air Europa, em um voo triangular que conectava a cidade a Madrid e Assunção, interrompido no início da crise sanitária.