Alemanha escolhe o caça F-35 por sua capacidade nuclear

Temor de ameaça russa fez a Alemanha antecipar a compra dos caças F-35

Por André Magalhães Publicado em 14/03/2022, às 11h34

Caças F-35 obtém muita vendas no cenário do continente europeu - Divulgação

A Alemanha poderá comprar 35 caças furtivos F-35A, atecipando o projeto de escolha do novo avião que vinha sendo discutido há vários meses. Recentemente o paísa adquiriu a família F/A-18 Super Hornet, da Boeing, mas avaliava o novo caça de quinta geração por sua capacidade nuclear.

Embora não tenha sido confirmado oficialmente pelo governo alemão ou norte-americano, as agências de notícias como a Reuters e o jornal alemão DW mostram que Berlim confirmou o interesse no avião.

Recentemente a Alemanha anunciou um incremento de 100 bilhões de euros (R$ 557 bilhões) no orçamento militar. A mudança na visão política de gastos militares ocorreu após a invsão russa da Ucrânia, que ampliou o temor de uma guerra em toda a Europa.

Mesmo o F-35 estando entre as opções alemãs há vários meses, as tensões no conflito entre a Ucrânia e a Rússia pode ter pesado na antecipação da decisão por parte de Berlim, visto que as ações do governo Putin estão sendo interpretadas como uma ameaça ao Ocidente.

A força aérea alemã que substituir seus caças Panavia Tornado por uma aeronave que tenha capacidade de levar armas nucleares, algo cumprido pelos F-35A. O caça de quinta geração da Lockheed Martin está em processo avançado para certificação para o uso de bombas B-61, que podem conter ogivas nucleares. Embora a Alemanha formalmente não tenha armas nucleares, parte do arsenal norte-americano fica baseado no país, tornando na prática Berlim uma das potências atômicas do mundo.

Caso se confirme a compra das 35 unidades do caça furtivo isso poderá significar um revés  no desenvolvimento do FCAS, o futuro projeto franco-alemão para um jato combate de próxima geração.

Entretanto, outra questão é o plano da força aérea alemã de operar com os F/A-18 E/F Super Hornet e EA-18G Growler (versão para guerra eletrônica), onde 34 caças deverão ser adquiridos diretamente da Boeing, somado ao processo para compra de mais unidades do caça europeu Eurofighter Typhoon.

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